Cuiabá comercializou a terceira cesta básica mais cara do Brasil, em março. O conjunto de alimentos esteve cotado a R$ 263,39, 3,60% menor em relação à campeã do mês que foi a de São Paulo, a R$ 273,25. Na segunda posição do ranking nacional está Porto Alegre, com a cesta a R$ 263,39.
De acordo com a pesquisa mensal local realizada pela KGM Pesquisas, mesmo com uma redução de 0,46% registrada na Capital, em comparação com fevereiro, a cidade piorou no ranking nacional, saindo de 4ª mais cara para 3ª em março. Esta foi a segunda piora consecutiva. Em janeiro, Cuiabá ocupava a 7ª posição no ranking.
A explicação é a de que a redução nas demais capitais, onde a pesquisa é feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi maior. De acordo com o Dieese, em março houve redução nos preços em 11 das 17 capitais pesquisadas, sendo as maiores em Goiânia (-6,73%) e Porto Alegre (2,01%). Apesar de Cuiabá não ser alvo do Departamento, os valores em adoção na Capital podem ser inseridos no ranking nacional porque a KGM utiliza a mesma metodologia do Diesse.
Os itens que mais subiram em Cuiabá, no período, foram o arroz (12,24%), a manteiga (7,05%) e o café (5,53%). Já os que sofreram as maiores quedas foram a batata (-14,21%), o leite (-8,07%) e o feijão (-5,87%). Dos 13 itens, sete sofreram altas, dois se mantiveram congelados (óleo de soja e açúcar) e apenas quatro registraram quedas (além dos já citados, a carne tipo coxão mole, que abaixou 2,37%). (Veja quadro)
ANUAL – No acumulado do ano, comparando-se os preços de março de 2011 e março de 2012, a alta da cesta básica em Cuiabá foi de 6,36%, já que no mesmo mês do ano passado a cesta com os 13 itens considerados essenciais para a alimentação de um trabalhador adulto por 30 dias custou R$ 247,62.
NACIONAL – De acordo com o Dieese, houve queda nos preços em 11 das 17 capitais pesquisadas pelo órgão, sendo que as principais retrações ocorreram em Goiânia (-6,73%), Vitória (-2,60%), Rio de Janeiro (-2,55%) e Porto Alegre (-2,01%). Os aumentos foram registrados em capitais do Nordeste e Norte do país: Salvador (3,60%), Aracaju (2,03%), Manaus (1,77%), Recife (1,68%), João Pessoa (0,89%) e Natal (0,36%). São Paulo se manteve na liderança do ranking, com o preço mais alto do país, apesar de ter sofrido um recuo de 1,19% no custo dos gêneros de primeira necessidade. (KGM Comunicação)












