Várzea Grande prepara lei de incentivos para atrair empresas ao Parque Tecnológico

Nova lei prevê incentivos fiscais e apoio operacional para atrair startups e grandes empresas de inovação, com previsão de gerar 3 mil empregos

Parque Tecnológico – Está em fase final de elaboração a legislação que promete ser o principal motor de atração de empresas para o primeiro Parque Tecnológico do Estado de Mato Grosso, instalado em Várzea Grande. A nova lei foi estruturada com o objetivo de incentivar diretamente a instalação de empreendimentos interessados em ocupar os 16 hectares do complexo, que tem inauguração prevista para o mês de maio. O foco da normativa é estabelecer um ambiente competitivo, oferecendo incentivos fiscais e estruturais capazes de atrair desde startups até grandes companhias de base tecnológica.

A informação sobre o estágio da legislação foi confirmada pela secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabiane Nagazawa, durante uma visita técnica realizada na tarde desta segunda-feira (30). A agenda ocorreu na região do Chapéu do Sol, local que sediou a reunião do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia. Durante o encontro, a secretária apresentou as diretrizes da nova lei à prefeita Flávia Moretti, destacando o papel estratégico da medida para a economia local.

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“A legislação está sendo finalizada para garantir atratividade às empresas que queiram se instalar no Parque Tecnológico. Estamos criando mecanismos com benefícios fiscais e condições facilitadas para que esses empreendimentos escolham Várzea Grande”, afirmou Fabiane Nagazawa. O projeto prevê incentivos diretos, como vantagens tributárias e apoio operacional, visando reduzir as barreiras de entrada e acelerar a ocupação do espaço para consolidá-lo como um polo de inovação no Centro-Oeste.

Além do suporte jurídico, o Município já concluiu a entrega da infraestrutura externa do parque, somando um investimento de R$ 3,19 milhões. As obras de acesso foram tratadas como a primeira ação efetiva da atual gestão para destravar o projeto. O trabalho incluiu a pavimentação de quase dois quilômetros de vias, sistemas de drenagem, redes de água e esgoto, além de iluminação pública e sinalização, garantindo que as empresas tenham condições imediatas para se instalarem na área.

Outro diferencial anunciado para o empreendimento será a criação de um ponto permanente de atendimento dentro do próprio parque. Esse espaço oferecerá consultoria em tecnologia e inovação, servindo como suporte para que empresários e empreendedores desenvolvam projetos e novos negócios com orientação especializada. Para o diretor-presidente do Parque Tecnológico, Rafael Bastos, a nova lei será o fator decisivo para que a área seja plenamente ocupada. “Os 16 hectares já estão preparados. Com a lei, o município oferece segurança e incentivos claros, estimulando a instalação de novos negócios”, destacou o diretor.

Com um investimento total do Estado na ordem de R$ 18,2 milhões, o parque foi planejado para funcionar como um ecossistema integrado. A proposta é reunir, no mesmo ambiente, empresas, centros de pesquisa e instituições de ensino renomadas, como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

As projeções para o futuro do complexo são ambiciosas. Segundo Rafael Bastos, a expectativa é que, impulsionado pela nova legislação, o parque consiga atrair empresas de porte nacional e internacional. “A expectativa é que, impulsionado pela nova legislação, o parque atraia empresas nacionais e internacionais e gere cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos em até cinco anos, consolidando Várzea Grande como novo polo de inovação no Centro-Oeste”, concluiu o diretor-presidente.

(Com informações de O Documento)

(Foto: Reprodução/Ascom/Seciteci)

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