Doadores da campanha de 2012 do prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), podem ter seus sigilos bancários quebrados pela Justiça Eleitoral.
Na sessão desta quinta-feira (24) do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dois juízes-membros já emitiram voto contra o recurso por meio do qual o peemedebista tenta evitar a exposição.
Em seu voto, o juiz relator do caso, Lídio Modesto da Silva, acatou o parecer do Ministério Público Eleitoral de que Walace e seu vice, Wilton Coelho (PR), não têm legitimidade para questionar a decisão que já havia autorizado a quebra dos sigilos.
Conforme o voto, as únicas pessoas que poderiam ingressar com o recurso seriam os próprios doadores da campanha vitoriosa do prefeito. Nenhum deles, no entanto, questionou a decisão de primeira instância sobre o caso.
O entendimento de Lídio Modesto da Silva foi acompanhado pelo juiz André Luiz Pozetti. O julgamento, todavia, foi interrompido devido a um pedido de vistas da desembargadora Maria Helena Póvoas.
ANDAMENTO – O processo vem se arrastando desde 2012. Walace e Wiltinho são acusados de compra de votos, abuso de poder econômico e prática do esquema conhecido como “caixa dois”, que consiste em usar dinheiro durante a campanha eleitoral e não declarar na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.
A acusação partiu da coligação “Unidade Democrática Social”, que tinha a ex-primeira-dama do Estado Lucimar Campos (DEM) como candidata à prefeita.
No fim do ano passado, Walace já havia conseguido reverter a decisão do juiz eleitoral Otávio Vinícius Affi Peixoto, que havia determinado a quebra do sigilo bancário dos doadores de sua campanha.
Na época, o Pleno do TRE julgou a quebra do sigilo como uma medida extrema, que deveria ser usada com cautela, mediante uma boa argumentação, o que não teria ocorrido no caso envolvendo o peemedebista.
A coligação adversária, no entanto, recorreu e o caso voltou para análise da Corte.
Walace Guimarães obteve 35,14% dos votos válidos em 2012, enquanto Lucimar Campos ficou em segundo lugar, com 32,87%.
O prefeito foi procurado pela reportagem para se pronunciar sobre o caso, mas não atendeu nem retornou as ligações até o fechamento desta edição.












