Setor de TI surpreende em 2025 e alcança R$ 338 bilhões, aponta ABES

Expansão acima do esperado foi puxada por hardware e inteligência artificial, mas cenário eleitoral e tensões globais pressionam previsões para o próximo ano

TI – O mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) registrou um desempenho acima das expectativas em 2025, com crescimento de 18,5%, praticamente o dobro da projeção inicial de 9,5% feita pela IDC. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 31/3, pela Associação Brasileira de Software (ABES), durante coletiva online.

Em valores, o setor alcançou US$ 67,8 bilhões no país, frente aos US$ 58,6 bilhões registrados em 2024. No cenário global, o crescimento também superou previsões, chegando a 14,1%, acima da estimativa de 8,9%.

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O avanço no Brasil foi fortemente impulsionado pelo segmento de hardware, responsável por 47,9% das vendas totais em 2025. A área cresceu 20,6%, movimentando US$ 32,5 bilhões, puxada principalmente pela demanda por inteligência artificial e pela expansão de data centers, além da renovação da base tecnológica.

Segundo Jorge Sukarie Neto, conselheiro da ABES e responsável pelo estudo, os investimentos refletem a corrida por infraestrutura adequada para suportar novas aplicações de IA. O segmento de software também apresentou crescimento expressivo de 21,4%, atingindo US$ 21,7 bilhões, enquanto o setor de serviços avançou 9,7%, totalizando US$ 13,6 bilhões.

Apesar do resultado positivo em 2025, as perspectivas para 2026 são mais cautelosas. A IDC projeta um crescimento de apenas 5,3% no Brasil, enquanto a expectativa global é de 9,7%. Entre os fatores que pressionam as projeções estão a guerra do Irã, disputas geopolíticas e, no cenário doméstico, o ano eleitoral, além do impacto de feriados e da Copa do Mundo.

“Temos um ano eleitoral e há as questões geopolíticas pesando”, frisou Jorge Sukarie, da ABES. Ainda assim, o executivo demonstra esperança de um desempenho melhor que o previsto. “Torço para não ser essa queda prevista”, diz Sukarie Neto.

Ao comentar a ausência do Redata, Sukarie Neto reconhece que os investimentos podem ser impactados, mas não devem ser interrompidos. “O Brasil podia ter muito mais com o incentivo, mas ainda teremos aportes aqui”, pontua.

No ranking global de investimentos em TI, o Brasil manteve a 10ª posição, consolidando-se como o principal mercado emergente do setor. Na América Latina, o país ampliou sua liderança, passando de 34,7% para 38,4% de participação nos investimentos regionais.

Já no segmento de TIC, o Brasil ocupa a nona posição mundial, com investimentos que somam US$ 97 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 500 bilhões. A íntegra da pesquisa será apresentada em live aberta ao público no canal do YouTube da ABES, nesta terça-feira, a partir das 8h30.

(Com informações de Convergência Digital)

(Foto: Reprodução/Freepik)

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