O desemprego brasileiro caiu para 5,7% em novembro, ante 6,1% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Foi o menor patamar da série histórica iniciada em março de 2002. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam uma taxa de 5,9%. A população desocupada atingiu 1,359 milhão de pessoas, o menor patamar desde 2002, com queda de 5,9% sobre outubro e de 20,7% contra novembro do ano passado.
A população ocupada somou 22,4 milhões de pessoas, uma leve alta de 0,2% mês a mês e um avanço de 3,7% ano a ano. O rendimento médio do trabalhador brasileiro recuou 0,8% na comparação mensal e 5,7% na anual, atingindo R$ 1.516,70.
Temporários
Responsável pela redução na curva da desocupação no país, o emprego temporário gerou, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro 82 mil novos postos de trabalho, com crescimento de 1,6% ante outubro.
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, pela primeira vez a taxa de desemprego ficou abaixo de dois dígitos simultâneamente em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas no país. De acordo com a perspectiva dos economistas, com base no histórico do indicador, a taxa caia ainda mais em dezembro, atingindo um novo recorde de baixa.
O IBGE já registrou, em algumas regiões do país, uma situação considerada como de pleno emprego – em torno de 5%, já que sempre haverá pessoas procurando uma nova colocação, para, por exemplo, testar o mercado, ou em transição entre um trabalho e outro. É o caso de Porto Alegre (3,7%), Rio de Janeiro (4,9%) e Belo Horizonte (5,3%). Em São Paulo, a taxa ficou em 5,5%, região metropolitana onde ocorreu a maior retração na comparação com o mesmo mês de 2009 (8,1%).
Em Recife, o indicador ficou em 8,4% e, em Salvador, em 9,4%.
Fonte: Correio do Brasil