“GATO CONTRA GATO”: Desvio de energia em MT é espantoso

Por mês, a Cemat detecta uma média de quatro mil irregularidades na rede de energia elétrica, em Mato Grosso. São fraudes, falhas e ligações clandestinas, as chamadas gambiarras, que contribuem p...

Por mês, a Cemat detecta uma média de quatro mil irregularidades na rede de energia elétrica, em Mato Grosso. São fraudes, falhas e ligações clandestinas, as chamadas gambiarras, que contribuem para um percentual de 4,5% a 5% de perda de energia, índice superior ao limite de 2,5% estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Uma das saídas encontradas pela concessionária para combater o problema tem sido a fiscalização. Ontem, equipes da empresa estiveram em Várzea Grande para inspecionar 1.200 unidades consumidoras residenciais e comerciais, localizadas nos bairros Vila Ipase e Jardim Imperador. “Estamos com 40 equipes analisando as caixas com medidores para ver se há alguma irregularidade”, informou o gerente de Recuperação de Energia, Marcelo Onoe. 

Colocado na rede com o objetivo de desviar a energia, o gancho, popularmente conhecido como “gato”, é o tipo de fraude mais comum. “Mas, há muito medidor ‘furado’ para não registrar o que realmente é consumido”, destacou. 

E, apesar das gambiarras serem mais comuns ou mais visivelmente encontradas nos imóveis que ficam na periferia, a Cemat também tem constatado que os furtos também ocorrem nos bairros nobres das cidades. “Na região metropolitana o percentual de furto de energia é de 7%”, comentou. 

Detectada a irregularidade, conforme Onoe, a Cemat abre procedimento administrativo e elabora o termo de ocorrência de inspeção, onde conta o tipo de irregularidade. Caso o medidor tenha sido fraudado, o equipamento é retirado e lacrado. Todo o procedimento pode e dever ser acompanhado pelo consumidor. 

Após, é encaminhado para Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), para comprovação ou não da fraude. “Com base no laudo do Inmetro a empresa cobra a diferença do consumo (furtado) do cliente”, destacou. 

O furto de energia também é crime passível de prisão. O artigo 155 do Código Penal Brasileiro prevê pena de um a quatro anos para quem for flagrado cometendo o crime, além de multa, para quem “subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel”. 

COMENTÁRIO: A QUALIDADE DA ENERGIA FORNECIDA PELA EMPRESA CEMAT É MUITO RUIM E TRAZ VÁRIOS PREJUÍZOS  AOS CONSUMIDORES QUE PAGAM AS SUAS CONTAS LEGALMENTE E TORNA EM OUTROS ASPECTOS QUE A EMPRESA ALEGA “Gato contra Gato.” 

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Rolar para cima