O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou na ultima terça-feira que demitiu o chefe do departamento de Informática, Luiz Antônio Eira. A decisão foi divulgada após o jornal Folha de S.Paulo publicar que o peemedebista aparece nos registros oficiais da Casa como autor dos arquivos em que foram redigidos requerimentos citados na Operação Lava Jato.
Cunha negou relação entre a decisão e a reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. Ele atribuiu a saída de Eira ao cumprimento de carga horária do departamento de informática, que não observaria o padrão de 40 horas semanais. O servidor continuará na Câmara, mas perderá a função de confiança.
“Eu não estou culpando o diretor. O motivo é o fato de permitir que tenha uma forma de cumprimento de carga horaria que não é o padrão da Casa”, disse.
Nesta terça, o peemedebista determinou uma investigação para apurar se houve manipulação no sistema de informática da Casa. Os requerimentos são de autoria da ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), mas um registro eletrônico da informática da Câmara coloca Eduardo Cunha como “autor” do arquivo, como se o documento tivesse passado pelo gabinete dele.
Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef disse que Eduardo Cunha apresentou dois requerimentos de pedidos de informação sobre a empresa Mitsui, para pressioná-la a continuar pagando propina. O trecho da delação premiada de Youssef levou Cunha a ser investigado na Lava Jato.
Embora considere que auxiliares de Solange possam ter usado a estrutura de seu gabinete, Cunha determinou uma “rigorosa” investigação. Ele disse que o registro com seu nome é 30 dias posterior à data do requerimento. “Estranhamente na semana passada, determinei uma mudança na carga horaria de TI (Tecnologia da Informação). E essa mudança provocou uma revolta, porque o pessoal não estava cumprindo a carga horaria. E de repente 24 horas, 48 horas depois aparece o documento”, disse.
Fonte: TERRA












