Anatel caminha para se tornar autoridade nacional de cibersegurança

Proposta em debate no CNCiber prevê dar à agência funções de coordenação, fiscalização e sanção sobre riscos digitais

Anatel – A Anatel pode passar a ocupar uma posição estratégica na governança da cibersegurança brasileira. Um anteprojeto articulado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) está em discussão no Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber) e propõe que a agência se torne a autoridade responsável por definir regras, coordenar respostas a incidentes e aplicar sanções no setor.

Antes de chegar ao Congresso, o texto ainda precisa ser avaliado pela Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) e receber aval do governo federal. A ideia vai além de uma simples reorganização administrativa. O objetivo é criar uma autoridade com poder real para estabelecer padrões mínimos de segurança, integrar órgãos públicos e setor privado e acelerar a reação a crises cibernéticas.

LEIA: Asteroide colossal que gira em menos de dois minutos é descoberto

Hoje, essas atribuições estão fragmentadas entre diferentes entidades, o que tende a dificultar decisões rápidas em situações de alto risco. A Anatel ganhou força nesse debate após uma reunião do CNCiber realizada em 17 de dezembro, quando a proposta do GSI recebeu apoio de ministérios como Fazenda, Defesa e Comunicações. Justiça e Segurança Pública e Gestão e Inovação votaram contra o modelo.

Mesmo assim, a alternativa envolvendo a Anatel foi aprovada por ampla maioria, em um contexto de restrição fiscal que reduz as chances de criação de uma nova agência do zero. Nesse desenho, a Anatel atuaria principalmente como coordenadora, articulando reguladores setoriais. Pesou a favor da agência sua presença nos estados, a experiência com infraestrutura crítica um orçamento mais estável do que o de uma estrutura recém-criada.

Os documentos enviados à CREDEN preveem diferentes cenários institucionais, que vão desde uma secretaria pequena até uma agência reguladora independente. Os números ilustram o contraste: as propostas variam de um órgão com 33 pessoas e orçamento de R$ 24,4 milhões por ano até uma agência com 440 servidores e custo anual de R$ 325 milhões.

“Meio caminho andado”

A opção Anatel surge como um “caminho curto”, ao prever o aproveitamento de cerca de 250 cargos já existentes, hoje vagos, que poderiam ser convertidos em uma carreira de especialistas em cibersegurança. Apesar disso, há resistências. O Ministério da Justiça argumenta que poucos países concentram telecomunicações e cibersegurança no mesmo eixo institucional, enquanto o MGI aponta riscos de sobreposição com as atribuições de segurança da informação do próprio GSI.

No Congresso, também há sinais de desconforto com a hipótese de a Anatel assumir essa governança. O debate ocorre em paralelo à tramitação do PL 4.752/2025, que institui o Marco Legal da Cibersegurança e cria um programa nacional de segurança e resiliência digital.

O projeto estava, em dezembro de 2025, na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, aguardando relator. Isso indica que o desenho final da autoridade ainda pode mudar durante a negociação política. Para empresas, especialmente grandes organizações e fornecedores de tecnologia, o impacto pode ser direto.

Caso a Anatel assuma o papel, é esperado um aumento de exigências sobre infraestrutura crítica e cadeias de suprimento, com mais auditorias, padronização obrigatória e possibilidade de sanções. A cibersegurança deixa de ser apenas recomendação e passa a ser uma obrigação verificável.

Na prática, isso tende a acelerar a revisão de governança interna, contratos com fornecedores e a integração entre áreas de tecnologia, jurídico e compras. O roteiro institucional ainda passa pela CREDEN, pela decisão do governo federal e, depois, pelo Congresso.

Enquanto isso, especialistas em segurança e líderes de TI já são pressionados a reforçar inventários de ativos, planos de resposta a incidentes e evidências de controle — porque, se a mudança se confirmar, o prazo para adaptação pode ser mais curto do que parece.

Se qualifique agora

O Sindplay, streaming de qualificação para profissionais de TI reconhecido como a “Netflix de TI” possui cursos na área de cibersegurança, entre muitas outras, como segurança da informação, desenvolvimento de softwares, desenvolvimento para a internet, administração de sistemas e redes, ciência de dados, inteligência artificial, gestão de projetos de TI, blockchain e tecnologias de moedas digitais, entre outras áreas. Sócios e contribuintes dos sindicatos integrados à Fenati têm bolsa integral de acesso à plataforma. (Saiba mais aqui)

Além disso, na Fenati Academy, trabalhadores e trabalhadoras têm acesso a cursos com certificação CISCO, uma das marcas mais respeitadas do mercado, totalmente gratuitos, em áreas como Segurança cibernética, Redes, IA, Ciência de dados, Inglês para TI, Programação, Tecnologia da informação, Alfabetização digital, Habilidades Profissionais (Soft skills) e Sustentabilidade.

Em breve, outra gigante da TI entrará na academia digital da Fenati, a ORACLE. Com isso, o profissional de TI poderá avançar desde noções básicas até o conhecimento avançado em dezenas de áreas da Tecnologia da Informação com certificações de gigantes do mercado de TI. Você acessa todos esses cursos, de forma gratuita, através da Bee Fenati. Mais do que uma rede social, a Bee Fenati (saiba mais aqui) é um ecossistema digital criado para conectar, capacitar e beneficiar quem trabalha com tecnologia.

(Com informações de It Show)
(Foto: Reprodução/ Freepik)

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Rolar para cima