O governador Silval Barbosa (PMDB) mandou um recado para aliados nas eleições de 2010 que aguardam reunião para discutir a participação no staff estadual. Procurado nos últimos dias para amarrar entendimentos, o chefe do Executivo estadual avisou que as indicações devem obedecer, prioritariamente, o perfil técnico pertinentes aos cargos de primeiro e segundo escalões. Com o alerta, Silval pretende assegurar uma composição que atenda aos critérios de qualidade na gestão pública de Mato Grosso.
Apesar do suspense, o governador confirmou dois nomes do primeiro escalão: Roseli Barbosa (Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano) e Osmar Carvalho (Comunicação).
O peemedebista deve definir nas próximas horas a data para iniciar as conversações com os dirigentes dos partidos políticos aliados na eleição. Ele se reúne com líderes de siglas em evento suprapartidário e ainda com a bancada federal, onde dará início às investidas para garantir maior aporte de recursos para o Estado através de emendas previstas na peça orçamentária do governo federal para 2011.
A movimentação no Palácio Paiaguás está sendo de aparente calmaria. Silval deteve a maior parte do tempo para audiências internas como a que debateu recursos destinados a Unemat. No entanto, as peças do tabuleiro das negociações por cargos na gestão estadual estão em plena movimentação. No pleito deste ano, Silval contou com aliados fortes do ponto de vista político – caso do PR, do PT e do PP além do próprio PMDB. No entanto, o governador faz questão de lembrar que avaliará com extrema cautela as sugestões dos partidos, mesmo reconhecendo a importância da colaboração dos aliados na campanha deste ano.
O mapa atual aponta para 23 pastas de primeiro escalão, mas antes de discutir a posição de cada sigla, o governador fechará a formação da nova roupagem do staff – com mudança de secretarias e fusões que visam ampliar a eficiência com redução de custos no caixa público. Entre as áreas mais cobiçadas por deter os maiores orçamentos do Estado estão a Educação e a Saúde. O chefe do Executivo estadual também ressalta, nas articulações, a necessidade de os partidos ficarem atentos para os nomes a serem indicados, sob o risco de não serem contemplados na distribuição de cargos.
Além dos partidos que fizeram parte da coligação que reelegeu Silval Barbosa, o PSB que, esteve na oposição com a candidatura de Mauro Mendes, pode compor com a gestão peemedebista. Há sinais de aproximação entre o governador com o presidente estadual do PSB, deputado federal reeleito, Valtenir Pereira.
Além do PSB, outra sigla que fez oposição a Silval na eleição o DEM, que apoiou a candidatura do tucano Wilson Santos, promete uma postura de independência na Assembleia Legislativa, o que representa a política da boa vizinhança com o governo do Estado.
O DEM formalmente fazia parte da base de sustentação do atual governo até a eleição deste ano. Porém, há lideranças do partido que mantém indicações na atual gestão. Os deputados democratas Gilmar Fabris e Joaquim Sucena apoiaram a reeleição de Silval Barbosa.