Anunciada na última sexta-feira (27) como candidata a vice-governadora na chapa do petista Lúdio Cabral (PT), a deputada estadual Teté Bezerra (PMDB) pode perder a vaga.
A peemedebista sofre resistência de parte das legendas que compõem a base governista. Nesta segunda-feira (30), uma série de reuniões foi realizada entre estes líderes. O tema dos encontros foi a possível substituição de Teté.
Mesmo com o fim do prazo para a realização de convenções, o bloco se agarra na brecha da legislação que prevê 48 horas para a realização de alterações na ata.
Durante a convenção do PT, nesta segunda-feira, Lúdio confirmou ainda haver um debate em torno da vaga de vice, mas não comentou que legendas vetaram o nome da peemedebista.
Conforme informações de bastidores, uma ala do próprio PMDB não estaria satisfeita com a indicação. Este grupo defenderia a candidatura do deputado estadual Baiano Filho (PMDB) no lugar de Teté Bezerra.
Quem também não teria ficado contente em ver a peemedebista na chapa majoritária foram os líderes do PR. Já o deputado federal Carlos Bezerra, presidente do PMDB no Estado e marido de Teté, teria se irritado com a possibilidade de ela ter a candidatura retirada.
Segundo Lúdio, a intenção do grupo é de que a escolha do candidato a vice-governador ocorra da mesma forma como ocorreu a dos outros membros da chapa majoritária: na base do consenso entre os dirigentes dos partidos governistas.
Conforme o presidente estadual do PT, William Sampaio, a tese dos que são contra a indicação de Teté de que o vice não poderia ser de Rondonópolis, mas sim da região Norte de Mato Grosso.
Isso porque a chapa majoritária governista já contemplou a região Sul com a candidatura ao Senado do deputado federal Wellington Fagundes (PR).
Na tentativa de controlar a situação que se criou entorno desta disputa, até mesmo o governador Silval Barbosa (PMDB) foi chamado para participar das discussões e tentar apagar o incêndio que se criou. Ao que parece, no entanto, não adiantou.
A formação da chapa não tem sido uma tarefa fácil para o grupo governista desde o começo. O primeiro cotado a vice de Lúdio foi o empresário Rogério Ferrarin (PMDB), de Lucas do Rio Verde.
Na última hora, contudo, ele decidiu não aceitar a indicação da legenda. Nos bastidores, os rumores são de que o agronegócio vetou seu nome, porque a chapa da oposição, liderada pelo senador Pedro Taques (PDT), já tem um representante do setor: Carlos Fávaro (PP).
Por outro lado, comenta-se também que a base estaria segurando a vaga de vice por ainda sonhar com o retorno do PSD ao grupo. Ela seria oferecida para que o deputado José Riva desista da candidatura própria ao Paiaguás.












