Mais da metade dos candidatos a vereador de Cuiabá, o maior colégio eleitoral de Mato Grosso, não possui formação superior. Os dados, conforme a última atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se referem aos registros de candidatura de 57% dos 472 postulantes ao cargo.
O TSE também mostra que em Cuiabá apenas 30% dos aspirantes a vereador possuem o Ensino Médio completo. Consta ainda o registro de candidatura de um analfabeto. Em todo o Estado, quatro analfabetos tiveram suas candidaturas registradas. Todos os registros, porém, ainda serão avaliados pela Justiça Eleitoral, que irá aprová-los ou reprová-los.
Para o presidente do Sindpd-MT João Figueiredo os compromissos democraticos dos partidos politicos passa primeiramente pela formação dos seus membros, que precisam ter boa formação para que possam desenvolver um bom trabalho na casa de Leis, os números revelam através desta pesquisa um cenário preocupante ao pleito eleitoral de Cuiabá, pois mostra que a maioria dos futuros representantes do povo no Legislativo municipal possui baixo grau de instrução. O que, pode atrapalhar todo o desenvolvimeno do trabalho em prol da nossa amada sociedade.
“Para que um vereador exerça bem a sua função, ele, primeiramente, precisa ter as reais condições para isso. A começar pelo nível de conhecimento. O cargo de vereador cobra muito do intelecto de quem o exerce, pois exige grande capacidade de leitura, estudo, interpretação e argumentação, além de atenção para fiscalizar os atos do prefeito”.
Compete ao vereador criar leis para o município, modificar ou revogar àquelas já existentes, como também acompanhar e fiscalizar as decisões do chefe do Executivo municipal.
João entende que o elevado grau de instrução não é garantia de boa gestão, mas que deveria ser encarado como pré-requisito para avaliação dos candidatos. Porém, não é assim que acontece.
O caso clássico é o do operário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, mesmo sem ter formação superior, conseguiu se eleger presidente da República por dois mandatos e implementar importantes mudanças socioeconômicas no país.
No entendimento do analista, o caso de Lula não pode ser considerado uma regra, pois o cargo de presidente permite uma gestão mais voltada à sensibilidade do que ao nível intelectual. “O presidente toma decisões importantes, o que vai muito da sensibilidade, não tem que, por exemplo, debruçar-se sobre leis e estudá-las a fundo. Isso é atribuição do Legislativo”.
O prazo para os interessados em concorrer nas eleições municipais, seja para prefeito ou vereador, se encerra hoje, às 19 horas, conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).












