Está confirmada a segunda morte por gripe H1N1 em Mato Grosso este ano. A vítima é um homem, morador de Campo Verde, a 140 quilômetros de Cuiabá, que estava internado no Hospital Regional de Rondonópolis.

A primeira morte, de um bebê de seis meses, ocorreu em Cuiabá há cerca de duas semanas, mas somente anteontem saiu o exame de confirmação. Já essa segunda aconteceu antes, na primeira semana de junho, porém apenas ontem saiu o resultado final. Outros dois óbitos suspeitos da doença estão sob investigação laboratorial.

Além disso, 11 casos que evoluíram para cura tiveram diagnóstico positivo para a mesma doença. Há ainda cinco pacientes, nos quais o tratamento também atingiu a esperada cura, que aguardam o resultado de exames.

Conforme informação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Estado já contabiliza 20 notificações de H1N1. O maior número de suspeitos está em Rondonópolis, onde sete casos estão sob investigação, incluindo duas mortes, e um confirmado.

Já Cuiabá aparece com o maior quantidade de casos confirmados, cinco, seguida de Campo Novo, com quatro, e de Campo Verde, com apenas uma confirmação.

A SES ainda não admite a ocorrência de surto no Estado. A argumentação apresentada é que são casos isolados, espalhados por diversos municípios.

A principal forma de prevenção, a vacina, não está disponível para toda população brasileira. Somente quem tem 60 anos ou mais, trabalhador das unidades de saúde que fazem atendimento para a influenza, crianças da faixa etária de 6 meses a menores de 2 anos, gestantes, povos indígenas e população prisional podem receber a dose imunizadora.

A vacina é trivalente, ou seja, imuniza contra dois tipos de gripe comuns e a H1N1. De acordo com Valeria Cristina da Silva, gerente de Vigilância em Doenças e Agravos Endêmicos da SES, quem toma a vacina pode até pegar uma gripe, mas terá seus efeitos atenuados, afirmou.

A orientação de Valéria é para as pessoas que apresentarem febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza procurem uma unidade de saúde o mais rápido.

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