O Governo do Estado está renegociando a dívida de R$ 44 milhões do MT Saúde com a rede credenciada de prestadores de serviço. Segundo o secretário de administração, Cezar Zílio, esse valor se refere aos meses de dezembro a março, em que os pagamentos a rede ficaram pendentes. Segundo ele, na renegociação o valor caiu para R$ 39 milhões. “Fizemos contato com os sindicatos das classes e, após negociação, conseguimos um desconto de 10%, além da possibilidade de parcelamento da dívida, que inicialmente pedíamos que fosse de oito vezes, mas foi fixada em sete”, disse. A primeira parcela deve ser paga já no próximo dia dez deste mês.
Para o presidente do SINDPD-MT João Figueiredo os servidores precisam indicar os representantes no conselho Deliberativo e Fiscal, com certa urgência para acompanhar as mazelas praticadas pela diretoria do MT SAÚDE, pois a falta da fiscalização e acompanhamento vem trazendo prejuízos aos usuários do plano. A responsabilidade de pagar aproximadamente 70% do plano e descontado na folha de pagamento dos servidores traz importantes garantias aos credores, por esse motivo e necessário a participação dos contribuintes (servidores) no MT SAÚDE. Desta forma evitaremos as cratera nas contas do plano.
A crise fez com que caísse de 55 mil para 48 mil o número de usuários, já que quando iam em busca de consultas e exames e eram barrados. Muitos até chegaram a pagar pelo atendimento e, segundo o secretário, estes usuários devem ser reembolsados. Para isso, o servidor terá que elaborar e encaminhar um ofício, que será analisado.
O secretário atribuiu a responsabilidade da paralisação de alguns prestadores de serviço do MT Saúde às empresas contratadas para gerir e administrar a autarquia: Open Saúde e Saúde Samaritano Administradora de Benefícios Ltda. De acordo com ele, elas não foram capazes de arcar sozinhas com os custos, durante quatro meses. De acordo com Zílio, as empresas foram comunicadas que, durante este período, o Governo do Estado iria realizar uma revisão nas contas da autarquia para quitar o débito em aberto e que, por isso, elas deveriam assumir as despesas para não deixar o atendimento ao usuário ser comprometido.
Obviamente as empresas não tiveram como arcar com os altos custos e atrasaram três meses o pagamento das redes conveniadas, levando os 1.200 prestadores de serviço do plano a suspender o atendimento. A auditoria foi realizada sob justificativa de que as contas entre o Estado e as redes conveniadas “não estavam batendo”.
Durante a crise a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) firmou um convênio com a Unimed para seus funcionários. Cezar Zílio acredita que essa foi uma decisão precipitada, já que a Unimed apresentaria um valor muito mais alto que o MT Saúde. Além disso, ele acrescenta que a pasta também não consultou o governador Silval Barbosa e nem a SAD para tomar esta decisão. “A Seduc tomou essa decisão de migrar para Unimed sem nos consultar. Que fique claro que a administração estadual não vai autorizar desconto em folha de pagamento de qualquer outro plano que não seja o MT Saúde”, afirmou.
Mesmo com a paralisação, e com a desculpa de quitação do débito no final da auditoria, o desconto mensal da folha de pagamento dos servidores não foi suspenso, o que causou mais revolta dos usuários.












