Já a taxa média do cheque especial caiu pela primeira vez após nove meses de alta, de 9,57% ao mês em setembro para 9,55% em outubro. "Em pontos porcentuais as reduções não foram muito expressivas, o que demonstra ainda uma cautela do mercado financeiro", afirma o Procon-SP.
Dois bancos reduziram a cobrança do empréstimo pessoal, Banco do Brasil (de 5,39% para 5,35% ao mês) e Bradesco (de 6,37% para 6,33%). A instituição estatal é ainda a que cobra a menor taxa entre os bancos pesquisados, enquanto o Itaú, a maior (6,45%).
 
Quanto às taxas cobradas no cheque especial, três bancos apresentaram redução em outubro ante setembro. No Banco do Brasil recuou de 8,49% ao mês para 8,45%, no Bradesco foi de 8,95% para 8,93% e na Caixa Econômica Federal (CEF) passou de 8,27% para 8,20%.
 
De acordo com o Procon-SP, o cenário segue desfavorável para os empréstimos financeiros por conta das "altas taxas de juros" cobradas pelos bancos. "O Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Desta forma, o Procon-SP orienta que o consumidor deve manter a cautela, procurando analisar todas as opções de empréstimos/financiamentos."
 
A pesquisa foi realizada no dia 18 de outubro com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander, e antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,50% ao ano.

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