Começa hoje a rodada de negociação entre o governo do Estado e os movimentos grevistas. Apesar da conversa, que pode sugerir uma aproximação, os dois lados têm expectativas diferentes sobre encontros. Os servidores em greve esperam por novas propostas e o governo, que as categorias aceitem os reajustes que já foram oferecidos.

Hoje ocorrerá uma reunião entre o secretário de Administração, César Zílio, e os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Na segunda-feira o encontro será com os servidores da Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema) e, no dia seguinte, com os escrivães e investigadores da Polícia Civil.

A presidente da Junta Governativa do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran), Veneranda Acosta, vê a conversa positivamente. Ela espera por uma proposta que agrade a categoria. Já a Secretaria de Administração (SAD) diz que irá apenas ratificar a proposta já feita. Os servidores do Detran querem um reajuste médio de 90% e a SAD ofereceu 8% de readequação imediata e outros reajustes anuais que somarão 46,2% ao final de 2014.

A continuidade da greve será decidida em assembleia geral no final da tarde. Esse assunto provocou a saída da antiga diretoria do sindicato. A discussão é se o motivo da greve não se desvirtuou. A SAD informou também que o governo já pediu ao Tribunal de Justiça que a greve do Detran seja considerada ilegal, tal qual já aconteceu com a Sema e a Polícia Civil.

O porta voz do comando grevista da Sema, Murilo Covezzi, espera que na próxima segunda-feira o governo faça uma proposta melhor do que a já feita. “Eles já estão cansados de saber que a gente não aceita o que eles ofereceram”. A SAD ofereceu reajustes parcelados que totalizariam 59% para os técnicos e 114% para os agentes.

Com esse reajuste, a verba indenizatória que os servidores recebem por produção seria incorporada ao salário. A categoria não vê vantagem nisso, pois julga que a proposta apenas igualaria o que já recebe.

Os investigadores e escrivães da Polícia Civil se encontrarão com Zílio na terça-feira. A categoria também espera uma valorização maior. Os policiais reclamam que, pela proposta da SAD, os valores pedidos não seriam atingidos nem em 2014.

A presidente do Sindicato dos Escrivães (Sindepojuc), Genima Almeida, ironiza o fato de o governo conversar agora com os grevistas, contrariando a afirmação já feita por Silval Barbosa. “Na verdade, o governador não conversa com ninguém, mesmo com quem trabalha”. Murilo Covezzi também fala sobre o assunto. “Nós só entramos em greve porque o governo não abriu negociação”.

A SAD diz que o governo nunca se afastou das negociações. A Secretaria também lembra que as categorias paralisadas já receberam um aumento de 6,47% este ano.

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