A produção da indústria brasileira declinou 0,2% em setembro ante agosto e subiu 6,3% sobre igual mês de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam queda mês a mês de 0,1% – com faixa de previsões de recuo de 0,5% a alta de 0,5% – e avanço anual de 6,7% – com estimativas entre 6,1 a 7,3%.
 
O uso da capacidade instalada na indústria brasileira também recuou pelo segundo mês seguido em setembro, para 81,9%, ante 82,2% em agosto, segundo dados dessazonalizados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira. Em setembro do ano passado, a utilização da capacidade estava em 80,5%. O faturamento real do setor aumentou 1,9% em setembro contra agosto e saltou 10% na comparação anual.
 
“O comportamento dessas variáveis caracteriza, assim, o desempenho moderado da atividade industrial no terceiro trimestre”, disse a CNI em nota.
 
O emprego teve alta de 0,5% mês a mês e de 7,1% sobre setembro de 2009.
 
Em alta
 
Enquanto a indústria reduz o passo, na área comercial o setor de franchising brasileiro nunca esteve tão aquecido, desde que o sistema de franquia foi iniciado no Brasil há cerca de 30 anos. A afirmação é do presidente da seccional Rio de Janeiro  da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Alain Guetta. Ele acrescentou que o setor passou incólume à crise financeira internacional no ano passado.
 
– É importante entender que o franchising cresce muito quando a economia está bem mas, por  incrível que pareça, ele também cresce quando a economia não vai tão bem assim. Porque, bem ou mal, é uma opção de empregabilidade, de ocupabilidade que o franchising oferece. Afinal, a franquia é uma espécie de oferta de um negócio de risco intermediário, entre o assalariado puro e o empreendedorismo selvagem – exemplificou.
 
O setor realiza, a partir desta quinta-feira, a edição 2010 da Rio Franchising Business, uma das dez maiores feiras de franquia da América Latina. O evento será realizado no Riocentro. Na edição 2009, foram gerados mais de R$ 30 milhões em negócios. A previsão este ano é ultrapassar R$ 40 milhões, disse Guetta. O Rio é o segundo maior mercado de franquias no Brasil e detém 20% do total. Guetta acredita que a realização dos megaeventos esportivos no país e no estado do Rio a partir de 2011, como os Jogos Mundiais Militares, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas, impulsionará ainda mais o setor.
 
– As grandes redes, quando pensam em franquear seu negócio, quando pensam em Brasil, o que  vem à mente é o Rio de Janeiro. E esses grandes eventos vêm, sem dúvida, marcar ainda mais essa posição privilegiada para o franqueado – afirmou.
 
Em 2009, o setor cresceu 14,7% em relação a 2008, movimentando R$ 63,12 bilhões. Em 2010, Guetta trabalha com a perspectiva de crescimento do setor em âmbito nacional em torno de 18%. A estimativa abrange o número de redes e de unidades franqueadas, além de faturamento e emprego. A atividade lidera a criação de postos de trabalho, sendo responsável pela geração de 700 mil empregos diretos no país. A expectativa é de expansão desse indicador nos próximos anos.
 
– Porque franquia tem muito a ver com a própria essência multiplicadora do negócio. Quando você abre uma franquia, carrega os empregos a ela pertinentes – disse.
 
Os segmentos de calçados e acessórios, alimentação e serviços de modo geral, englobando educação, treinamento, academias, foram os que lideraram o franchising brasileiro em 2009. Alain Guetta não tem dúvida que os eventos esportivos vão consolidar as franquias nessas áreas, em especial a de serviços.
 
– Especialmente o ensino de inglês, que tem um boom (explosão) como poucas vezes foi visto – concluiu.

Fonte: Correio do Brasil

Autor: Redação

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