As Centrais Sindicais (CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT) se reuniram com o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Carlos Lupi, na terça-feira (19), para debater a Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo e o reajuste do salário mínimo para 2011. Os trabalhadores receberam o apoio de Lupi para pressionarem o Congresso Nacional a aprovarem a Medida Provisória (MP), assinada pelo presidente Lula, que trata do assunto.

"A ideia é aprovar a MP o mais rápido possível, pois ela vai garantir uma política de aumento real do Salário Mínimo que seja constante, assim como já vem sendo feito no governo Lula, quando os trabalhadores tiveram aumento real do salário mínimo em 54%", disse Lupi. "Estarei ao lado dos trabalhadores para garantir a aprovação da Lei que vai inserir no país uma política de reajuste do Salário Mínimo nos termos acordados com os representantes dos trabalhadores", completou.

Os dirigentes sindicais também solicitaram apoio de Lupi para propor aos congressistas uma revisão nos termos do acordo em relação ao cálculo de reajuste do salário mínimo para 2011, que atualmente é calculado com base no índice de inflação somado ao PIB de dois anos anteriores. Com essa metodologia, o aumento do salário mínimo para o próximo ano seria prejudicado, uma vez que o PIB de 2009 foi negativo (- 0,2%), devido à crise mundial.

Charlatanismo tucano

"Nesta época tem gente prometendo reajuste de salário mínimo, mas é importante explicar que o valor do mínimo em 2011 será definido ainda este ano pelos parlamentares, e será sancionado pelo presidente Lula. Não é viável um candidato prometer reajuste de salário mínimo para 2011, porque o próximo presidente só poderá interferir no salário mínimo de 2012", alertou o ministro sobre as mentiras contadas por José Serra de que iria elevar o mínimo em 2011 para R$ 600.

O vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), lembrou que o governo do presidente Lula sempre se pautou por receber e negociar com os trabalhadores. “Não é à toa que o salário mínimo teve 54% de aumento real desde quando ele assumiu. Além disso, investiu na Petrobrás, tornou o Brasil autossuficiente em petróleo, descobriu o pré-sal e gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada”.

Na época do governo Fernando Henrique, os salários do setor privado foram arrochados e do funcionalismo público foram congelados. Quando os tucanos assumiram em 1995 o salário mínimo estava em R$ 100. Em 2002, quando saíram, o salário mínimo era de R$ 200. Lula assumiu em 2003 com esses R$ 200 e está deixando a presidência com o salário mínimo em R$ 510.

“Esses números do Dieese demonstram que o Serra é um mentiroso contumaz. Está fazendo demagogia com o salário mínimo. Quando foi ministro do Planejamento do Fernando Henrique arrochou o salário dos trabalhadores, além de entregar 109 empresas estatais. Nunca deu aumento para os aposentados. Pelo contrário, na época dos tucanos foi implantado o fator previdenciário. Isso é uma picaretagem”, finalizou Bira.

Fonte: CGTB

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