A prefeitura de Cuiabá decidiu suspender a Concorrência Pública 026/2014 que definiria uma empresa para executar a obra de construção do novo hospital e pronto-socorro municipal. O certame seria realizado na próxima segunda-feira, às 09h00, e será remarcado após a prefeitura responder questionamentos feitos por várias empresas em relação ao edital.
Somente a obra física do prédio de nove mil quadrados a ser construído numa área de sete hectares no bairro Ribeirão do Lipa tem custo estimado de R$ 67,042 milhões. A empresa vencedora da licitação será aquela que apresentar o menor valor para execução do edifício cumprindo as determinações do edital.
Com os equipamentos a serem instalados, a expectativa é que os gastos ultrapassem a R$ 100 milhões para tentar amenizar o caos no setor que é o “calcanhar de aquiles” do prefeito Mauro Mendes (PSB). Aliás, a construção de um novo pronto-socorro foi a principal promessa de campanha dele em 2012.
Caso não consiga nem iniciar a obra, Mauro Mendes tende a sofrer um verdadeiro “bombardeio” dos adversários numa eventual disputa da reeleição em 2016, pois chegou a falar que iniciaria a construção já no primeiro ano de mandato. No próximo pleito, ele deve enfrentar dois adversários conhecidos: o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e o procurador Mauro César Lara Barros (PSOL), que foram derrotados pelo prefeito numa disputa de segundo turno contra o petista.
A licitação prevê que as obras sejam concluídas num prazo de 24 meses após a ordem de serviço podendo haver correções nos valores a cada 12 meses. Somente o projeto de construção teve um custo de R$ 750 mil e é um dos mais modernos do país.
IMPUGNAÇÕES
Ao todo, três foram as impugnações feitas ao edital da concorrência pública. Além das empresas Geosolo Engenharia, Planejamento e Construção Ltda e Material Forte Incorporadora, o Sinduscon (Sindicato das Indústria da Construção Civil) também apontou supostas falhas que já foram corrigidas.
Por exemplo, o edital proibiu que consórcios de empresas participassem da licitação. Outro ponto abordado é que o valor de gastos previstos com a mão de obra para execução do prédio seria inferior a tabela dos sindicatos. O edital também proibia que a executora da obra fizesse subcontratações de outras empresas.
fonte: Folhamax












