Um gasto de R$ 0,88 por dia em saúde é o valor que foi aplicado no Sistema Único de Saúde (SUS), por pessoa, com os recursos próprios do governo do Mato Grosso e os transferidos pela União em 2013. O dado coloca o estado em 16º lugar no ranking de gasto público per capita em saúde, segundo um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Ao todo, cada mato-grossense custa em média, R$ 316,08 ao ano para os cofres públicos. O valor representa apenas 14% do que os beneficiários de plano de saúde gastam por ano para ter acesso à assistência suplementar.
Entre as capitais, a média do gasto em saúde por pessoa foi de R$ 542,82 ao ano. Cuiabá aparece acima dessa média, com R$ 704,65 ao ano ou R$ 1,96 ao dia.
A análise do CFM considerou as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO). O montante agrega todas as despesas na chamada “função saúde”, destinada à cobertura das ações de aperfeiçoamento do SUS. Boa parte desse dinheiro é usada para o pagamento de funcionários, dentre outras despesas de custeio da máquina pública.
Além de ter uma alta taxa de incidência de tuberculose (45,3 casos a cada 100 mil habitantes), o estado do Mato Grosso tem a terceira maior taxa de incidência de dengue no país, com média de 113,35 em 2012. Ao longo de 2013, Mato Grosso destinou efetivamente à saúde da população cerca de R$ 1 bilhão.
Para a assistência hospitalar e ambulatorial do estado foi destinado R$ 488 milhões, o equivalente a 48% dos recursos. Já para a administração geral, que compreende as ações de caráter administrativo, exercidas continuamente e que garantem o apoio necessário à execução de planos e programas de governo, foram destinados R$ 425 milhões. O restante foi distribuído entre as ações voltadas para o Suporte Profilático e Terapêutico (R$ 45 mi), para Atenção Básica (R$ 34 mi), dentre outras.
Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão (federal, estadual e municipal) atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões no Brasil. Em média, foram gastos R$ 3,05 ao dia em saúde, o equivalente a apenas R$ 1.098,75 ao ano. As informações do CFM dialogam com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS (Estatísticas Sanitárias 2014), que, apesar de diferenças metodológicas, revelou que o Governo brasileiro tem uma participação aquém das suas necessidades e possibilidades no financiamento. Do grupo de países com modelos públicos de atendimento de acesso universal, o Brasil era, em 2011, o que tinha a menor participação do Estado (União, Estados e Municípios) no financiamento da saúde.












