Após 60 dias da entrega das reivindicações, o Serpro não tem uma resposta global para a Pauta 2012/2013. Durante a 2ª Mesa de Negociação da Campanha Salarial do Serpro 2012/2013, que ocorreu na sede da empresa, em Brasília (DF), a empresa só apresentou posicionamento para as cláusulas que os trabalhadores e trabalhadoras não têm pleito, ou seja, as cláusulas em que a proposta era de renovação da redação.
Para o presidente do SINDPD-MT João Figueiredo precisamos primeiramente resolver a participação da FNI- Frente Nacional Independente na mesa de negociação com a empresa SERPRO. A participação esta condicionada a entrega da procuração para a nossa Federação e fazendo parte de uma decisão da plenária dos trabalhadores (as), onde aprovou a pauta de reivindicação e de mais orientações. A abertura democrática por parte da federação já foi referendada mais precisa que o outro lado cumpra com os quesitos orientados pelos trabalhadores (as) em plenária. A unidade em prol das reivindicações está acima de quaisquer vaidades pessoais. Caso contrario. Seremos levados em banho Maria pela direção da empresa, até que se resolvam os nossos problemas. Por outro lado temos outros problemas a tratar com uma urgência, urgentíssima e as questões relacionadas à parte administrativas das negociações por nossa parte, ou seja, organizar com muito rigor as documentações a fim de dar suporte aos coordenadores de campanha e não demonstrar falhas infantis para os representantes do lado patronal.
É importante destacar que o Serpro só apresentou resposta sobre as cláusulas consensuais por pressão da representação dos trabalhadores na mesa. A impressão que ficou é que o Serpro quer empurrar as negociações com a barriga ou não se preparou para a rodada. Os representantes dos empregados tentaram por diversas vezes iniciar antes a negociação efetiva do ACT, mas sem retorno da empresa. A pergunta que não quer calar é: por que o Serpro está deliberadamente tentando enrolar as negociações?
Pontos discutidos
Além de listar as cláusulas com proposta de renovação de texto, também foram tratadas na 2ª mesa questões sobre o uso dos seis dias da APPD e a extensão do Dia do Profissional de Informática para os PSEs.
Os trabalhadores rechaçaram a clara tentativa da empresa em controlar a forma como os funcionários utilizam esse período de folga, induzindo-os a utilizá-los em exames médicos. Os dias de APPD não são para ser utilizados em tratamentos de saúde ou consultas/exames médicos. Lembraram que o APPD é um direito do trabalhador, que pode utilizar esses dias livre da forma como e quando bem entender, seja resolvendo problemas pessoais, seja para lazer.
Preliminares
No início da mesa, os dirigentes sindicais cobraram uma data para o pagamento das horas-extras, já que era sabido pelos trabalhadores que a empresa já tinha apurado os valores. O Serpro desconversou uma vez mais e disse que a análise tinha sido encaminhada para aprovação da sua diretoria.
Também foi questionado sobre a falta de repasse ao Serpros e pendências no recolhimento do FGTS. A empresa disse que não tinha conhecimento sobre os dois problemas.
Além disso, os trabalhadores também pediram correção para a não contabilidade do sobreaviso nas rescisões do APA. O Serpro orientou que, em caso de diferenças, o trabalhador deve procurar a OLGP para a realização de rescisão complementar.
3ª Mesa
A próxima mesa de negociação será no dia 24 de maio, na sede da Fenadados, em Brasília (DF). A reunião começa às 14h.












