Diante de um mercado de trabalho estável, o crescimento da renda reforçará o 13º salário dos gaúchos neste ano. Conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o pagamento do benefício deverá colocar cerca de R$ 9 bilhões nos bolsos de 5,6 milhões de trabalhadores no Estado.
Cerca de 70% dos trabalhadores recebem o 13º no último trimestre do ano, conforme Daniela Sandi, economista do Dieese. Apenas uma menor parte é antecipada. Esse adicional movimenta o comércio nas vésperas do Natal, reforça investimentos e permite o pagamento de contas atrasadas e taxas como impostos de automóveis e residências.
? É um dinheiro que beneficia vários setores da economia no fim do ano ? afirma Daniela.
O valor total distribuído em 2013 será 10,5% superior ao de 2012 e 66,8% ao de 2009, sem corrigir pela inflação. Com a taxa de desemprego na Região Metropolitana nos menores níveis da história e com pouca variação ao longo do ano, esse crescimento vem principalmente dos ganhos salariais, explica Daniela:
? O Rio Grande do Sul teve correções de salário acima da inflação neste ano, além de reajustes no salário mínimo de 9% e do piso regional de 10%. Ou seja, são os trabalhadores de menor renda que puxaram esse aumento.
Os empregados no mercado formal receberão 67% dos benefícios, enquanto aposentados e pensionistas ficarão com 33%. Em todo o país, o depósito do 13º lançará R$ 143 bilhões, pagos para 82,3 milhões de pessoas.
? Há um movimento grande do comércio para atrair esse dinheiro como consumo, mas o trabalhador precisa levar em conta outras alternativas para usar seu 13º ? explica o consultor financeiro Jackson Busato.
Conforme especialistas, é importante reservar parte do ganho para colocar as contas em dia, eliminando juros. Antes de sair gastando, também vale lembrar as contas de fim do ano, em especial o pagamento de impostos e as despesas nas férias, que poderão demandar gastos elevados.
? Quem recebe esse benefício deve dividi-lo por três: uma parte para quitar as despesas de Natal, outra para pagar as contas de início de ano e uma terceira para alcançar sonhos de longo prazo, como trocar de carro ou reformar a casa ? sugere o educador financeiro Edward Cláudio Junior.












