O montante da dívida foi levantado durante assembleia realizada na última terça-feira (17) e leva em conta os débitos do governo com cerca de 10 empresas associados ao Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), que participaram da assembleia realizada na última terça-feira (17). Por conta disso, o presidente do Sinduscon, Cezário Siqueira, estima que a dívida real seja superior a R$ 20 milhões.
“Esse valor é referente à dívida do governo com algumas empresas que procuraram o sindicato, no entanto, há muitas outras associadas e não associadas que estão na mesma situação”, disse.
Siqueira ressalta ainda que os maiores prejudicados com a paralisação das obras são os cidadãos, que ficarão sem escolas, penitenciárias, universidades e centros socioeducativos.
Por conta do atraso no recebimento, aproximadamente 500 trabalhadores já foram dispensados em pelo menos dez municípios mato-grossenses e o vice-presidente do Sindicato, Celso Ferraz, acredita que a situação pode se agravar. “Estamos sem crédito no mercado e com isso não conseguimos nem financiamentos, nem prazo para pagar os materiais”, alertou.
Entre os municípios que tiveram obras paralisadas estão Cuiabá, Água Boa, Primavera do Leste, Juína, Cáceres, Sinop e Juara. Sem conseguir pagar salários e fornecedores, as empresas que ainda mantém os serviços também correm o risco de paralisá-los. As obras cujos pagamentos estão em atraso são referentes a contratos firmados entre os anos de 2007 a 2011.
Em busca de informações, o Sinduscon notificou as secretarias de Fazenda, de Cidades, de Educação e de Justiça. O sindicato requer esclarecimentos sobre os atrasos e estabelecimento de prazos para os pagamentos atrasados e os futuros repasses. “Sabemos que há deficiência de caixa, mas não podemos aguardar esses ajustes por muito tempo”, declarou Cezário Siqueira.
Por conta da dificuldade financeira, o governador Silval Barbosa (PMDB) determinou contingenciamento dos gastos desde o início do ano e anunciou uma série de medidas com o objetivo de ajustar a máquina dentro da realidade orçamentária. Para isso, o governo estuda, inclusive, a possibilidade de corte de pessoal.
Membros da equipe econômica do Estado estimam que será necessário promover uma economia no setor público de, no mínimo, 5%, equivalente a cerca de R$ 41 milhões mensais. A medida será necessária porque o orçamento do Estado aprovado para 2012, na ordem de R$ 13 bilhões, está superestimado em pelo menos R$ 500 milhões. Em 2011, as estimativas previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA), fixada em R$ 11,2 bilhões, também não se confirmaram.












