O leilão da Banda H e das sobras do SMP gerou uma arrecadação de R$ 2,7 bilhões, relativos aos lotes de frequências efetivamente vendidos. O resultado representa um ágio médio de 51% sobre o valor inicialmente estimado pela Anatel, de R$ 1,8 bilhão.
Depois de a Nextel garantir a maioria dos lotes da Banda H – confirmando, assim, a sua presença como a quinta operadora nacional de telefonia móvel – a briga pelas sobra se deu, principalmente, entre TIM, Claro e Vivo, tendo esta ficado com a maioria dos itens. A Oi, que ficou com um dos 13 lotes da Banda H, não retornou mais para a disputa.
Não houve, no entanto, interesse por nenhum dos lotes voltados para transmissões em TDD – hipótese em que a Anatel até permitiria a ampliação do limite de espectro de cada operadora, de 80 MHz para 85 MHz. Eles devem voltar a serem oferecidos quando do leilão da faixa de 2,5 GHz.
“Conseguimos, em uma estratégia bem sucedida, garantir cinco operadoras em condições de oferecer serviço no Brasil. Nossa ideia é que o preço caia muito para o usuário final”, festejou o presidente da comissão de licitação, Bruno Ramos.
Entre os competidores, no entanto, há dúvidas de que a Nextel consiga levar a uma redução nos preços dos serviços, especialmente, pelos investimentos que serão feitos para que possa vir a cumprir as obrigações de cobertura determinadas pela Anatel como contrapartida pela faixa.
Para Ramos, também foi importante que as empresas tenham decidido pela “competição dentro das regras”, ou seja, que ao contrário das expectativas não apresentaram recursos à Justiça na tentativa de participarem da disputa pela Banda H.
