Justiça de Mato Grosso capacita servidores para dominar a IA

Iniciativa foca na aplicação prática da tecnologia para otimizar fluxos de trabalho no judiciário do estado

Dominar a IA – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou uma imersão prática com os servidores nesta segunda-feira (2) como parte do processo de inovação institucional. Eles participaram da Oficina Garagem de Inteligência Artificial, realizada na Escola dos Servidores.

Mais do que apresentar conceitos tecnológicos, a proposta priorizou o investimento direto no desenvolvimento humano, preparando servidores para utilizar a IA como ferramenta estratégica no cotidiano da Justiça.

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A iniciativa integra as ações do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT) e foi estruturada a partir de uma metodologia que alia inspiração, prática e aplicação concreta em desafios institucionais.

A juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes, reforçou que o objetivo é disseminar conhecimento e fomentar projetos institucionais sustentáveis.

“O tema da inteligência artificial está muito em voga no mundo inteiro e, no nosso tribunal, já temos áreas especializadas e ferramentas bem conceituadas e maduras. A ideia é disseminar o que é a IA, como utilizar e criar projetos institucionais que beneficiem a todos”, destacou a magistrada.

Conduzida pelo facilitador Eduardo Carvalho de Souza Brito, a oficina seguiu o modelo de “garagem de inovação”, rompendo com o formato tradicional das capacitações essencialmente teóricas.

“A garagem de IA é uma capacitação diferenciada porque não é simplesmente trazer conteúdo técnico. Ela apresenta uma visão prática de onde utilizar a inteligência artificial. Pela manhã trabalhamos centenas de casos de uso reais, mostrando como organizações utilizam a IA para tornar processos mais eficientes, robustos e de maior qualidade”, explicou.

Durante a manhã, os participantes tiveram contato com exemplos concretos de aplicação da IA em diferentes organizações e participaram de uma dinâmica gamificada com os chamados “50 superpoderes da IA”, um jogo de cartas voltado ao estímulo do pensamento estratégico. À tarde, a teoria deu espaço à prática institucional: os servidores analisaram seus próprios fluxos de trabalho e propuseram melhorias com o apoio das ferramentas de Inteligência Artificial.

Para a gestora do Fórum de Várzea Grande, Luciana Tolovi, a oficina representa um avanço necessário diante da realidade tecnológica atual. Segundo ela, a capacitação impacta diretamente a rotina administrativa.

“Usar a ferramenta correta para cada demanda aumenta o grau de assertividade da resposta, já que cada IA tem sua expertise. A iniciativa contribui para a redução de tarefas repetitivas, como elaboração de documentos, relatórios e resumos de reuniões. Além disso, capacita o servidor a compreender os limites, vieses e riscos no uso da IA, possibilitando a disseminação de boas práticas entre os colegas”, destacou.

Já para Valéria Ferraz, gestora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD), o interesse pela oficina surgiu da necessidade de transformar a Inteligência Artificial em uma ferramenta prática de produtividade.

“O foco é converter a Inteligência Artificial em uma ferramenta prática para o NCJUD, especialmente na eficiência operacional em tarefas repetitivas e na análise de fluxos de trabalho”, reforçou.

Para ela, o diferencial da iniciativa está justamente no protagonismo humano no uso da tecnologia. “A qualidade da IA depende da estruturação do comando, posicionando a ferramenta como um ‘copiloto’ capaz de acelerar as atividades diárias sem substituir a análise humana”, concluiu.

A Oficina Garagem de IA seguiu quatro etapas: planejamento do caso, aplicação prática, compilação dos resultados e apresentação de oportunidades. Ao final, os grupos apresentaram propostas concretas voltadas à otimização de fluxos internos, redução de retrabalho, síntese de grandes volumes de dados, melhoria na redação e análise de documentos e aumento da produtividade institucional.

(Com informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso)
(Foto: Reprodução/TJ-MT)

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