Julgamento do mensalão

O Estado de S.Paulo O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, suposto chefe do mensalão. O ex-ministro integra o chamado

O Estado de S.Paulo
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, suposto chefe do mensalão. O ex-ministro integra o chamado “núcleo político” do esquema, composto ainda por outros ex-dirigentes do PT.
O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, analisa também a conduta do ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. De acordo com a acusação, o grupo estaria no comando do esquema de compra de apoio político no Congresso durante o governo Lula.
O relator deve seguir o argumento da acusação e condenar os réus pelo crime de corrupção ativa. Serão julgados nessa etapa também o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, o publicitário Marcos Valério e ex-sócios e ex-funcionários do empresário. A leitura do voto de Barbosa deve terminar somente na quinta-feira, 4.
Nessa segunda-feira, 1º, os ministros concluíram o julgamento de parlamentares que receberam dinheiro pelo esquema. A Corte entendeu que o mensalão envolveu compra de votos e não caixa 2 de campanha, como sustenta a defesa.
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Acompanhe os principais momentos da sessão:
15h00 – O papel de José Dirceu é conhecido dos demais réus, aponta o relator. “É fato notório que Dirceu foi o principal articulador político e se ocupou dessa função”, afirma. A defesa, por sua vez, indica que Dirceu se afastou do PT para assumir a Casa Civil e sustenta que ele não tinha funções financeiras no partido.
14h59 – “Como se viu, houve efetivamente a distribuição de milhões de reais a parlamentares que compuseram a base aliada do governo”, afirma Barbosa. O relator cita depoimento de Delúbio no qual o réu admite ter dado a ordem a Valério para passar cerca de R$ 8 milhões ao PP, R$ 4 milhões ao PTB, R$ 2 milhões ao PMDB e entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões ao PL.
14h56 – No quarto patamar está Rogério Toletino. No quinto, Simone Vasconcelos. No sexto, Geiza Dias. Todos estes ligados às SMPB e supostamente envolvidos nas operações do esquema.
14h54 – No terceiro escalão está José Genoíno, que se ocupava da negociação de valores com os parlamentares. Ele também teria assinado empréstimos em nome do PT junto ao Banco Rural – empréstimos que não seriam pagos. Segundo a denúncia, o ex-presidente do PT participava das reuniões e apareceu formalmente nas simulações de empréstimos.
14h50 – O segundo nível hierárquico seria composto por Delúbio e Valério, sendo estes responsáveis pelos contatos com os deputados e pelos pagamentos. De acordo com a acusação, “Delúbio era o principal elo com as ramificações operacionais da quadrilha, chefiadas por Marcos Valério”.
14h49 – “José Dirceu era inegavelmente a segunda pessoa mais poderosa do Estado brasileiro. A atuação do ex-ministro José Dirceu no esquema garantiu às instituições envolvidas no esquema que nada lhes aconteceria”, diz Barbosa, citando a denúncia.
14h48 – Barbosa afirma que havia uma hierarquia no esquema. José Dirceu seria o “mandante” do esquema e o chefe do “grupo criminoso”, de acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República. Ele foi o “principal articulador”, enquanto Marcos Valério foi o “principal operador”, que consultava também José Genoíno, Delúbio Soares e Silvio Pereira, integrantes da cúpula do PT.
14h45 – O relator detalha a ação contra cada um dos réus – a  relação de cada um deles com os réus julgados no primeiro subitem.
14h44 – Joaquim Barbosa toma a palavra e esclarece que tratará do segundo subitem do item 4, que diz respeito à compra de apoio parlamentar por parte do governo com dinheiro desviado.
14h38 – O ministro faz um retrospecto da última sessão, quando o STF terminou de julgar os parlamentares que receberam dinheiro do governo. Hoje, o relator Joaquim Barbosa começa a julgar os acusados de corrupção ativa – a cúpula do PT e os réus da SMPB.
14h35 – Carlos Ayres Britto declara a sessão aberta.

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