Provedores de internet precisam devem começar a se preparar melhor e diversificar suas ofertas, se quiserem ver crescer o seu faturamento e suas empresas. O recado foi dado por especialistas do setor, que participaram nesta sexta-feira, 17, da 7a edição do evento “Desafios e Oportunidades para os Provedores de Internet SVA e SCM”, que acontece em São Paulo.
O sócio da Matarazzo & Associados, Edmundo Matarazzo, lembrou que a grande maioria dos provedores não se prepara o suficiente para desenvolver suas atividades. Não se trata apenas de projetos técnicos, mas do desenho do negócio. “Poucos avaliam onde querem chegar e como querem estar daqui a cinco anos, por exemplo. Tampouco discutem como farão isso”, disse.
O resultado disso é a falta de exposição dessas empresas que, apesar do grande volume, não apresentam resultados expressivos. Matarazzo lembrou que uma rápida pesquisa em fóruns e pesquisas que tratem de números do setor, mostram basicamente quatro grupos.
“O que estas empresas não percebem é que o serviço que elas prestam está baseado em uma plataforma que pode ser acessada em qualquer lugar do mundo e ao invés de se preocupar em oferecer serviços na rede, estas empresas estão com foco em ter poucos clientes conectados à rede”, provocou.
Para o sócio da MHemann Consultoria, Marcos Hemann, um dos caminhos para a ampliação de serviços seria a obtenção da outorga SeAC (Serviço de Acesso Condicionado), que permite a oferta de TV via internet. “Essa outorga nos permite vender serviços de TV para nossos assinantes, e poucas empresas a obtiveram até aqui”, lembrou.
Para Hemann, não é mais possível crescer oferecendo apenas internet. Esse portfólio tem que ser ampliado com telefonia, TV e outros serviços. “Por exemplo, somos fortes candidatos a atender nossos clientes também na demanda por automação comercial e residencial, por exemplo. Deixaremos de ser provedores de internet para nos tornarmos provedores de soluções”, previu.
O fato, segundo Hemann, é que os provedores hoje oferecem poucos serviços, e precisam estar atentos a isso. No caso da IPTV, o especialista acredita tratar-se de próxima aposta certa. “O broadcast está morto. É hora de investir nisso e estamos falando de um processo de outorga tranquilo, um pouco maior que o de SCM, mas nada complicado. Temos o pé no cliente, e esse é nosso grande patrimônio”.
Fonte: Convergencia Digital












