Emprego com pior resultado: Quadrimestre em baixa

Mato Grosso cravou mais um resultado negativo no mercado formal de empregos, aqueles com carteira assinada. Depois de exibir o pior trimestre desde 2010, a soma do acumulado de janeiro a abril segue n

Mato Grosso cravou mais um resultado negativo no mercado formal de empregos, aqueles com carteira assinada. Depois de exibir o pior trimestre desde 2010, a soma do acumulado de janeiro a abril segue novamente exibindo o menor saldo de novas vagas dos últimos quatro anos. Na comparação mensal, foi o pior abril em três anos.

Resultado das admissões frente às demissões dentro de um mesmo período, o saldo, ou a criação/geração de novas vagas somou 15.411 postos, ante 18.735 no acumulado de 2010. Na comparação com 2012, quando houve recorde do período, 24.914 novas frentes formais, a redução é de 38%. Em 2011, o saldo contabilizado no mesmo intervalo do ano foi de 20.909 novas vagas. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Mesmo gerando saldo positivo – já que o último acumulado negativo foi no primeiro quadrimestre de 2009, -554 vagas, ou seja, se demitiu mais que contratou no período – a geração de empregos vai perdendo o ritmo na comparação anual ou pela menor contratação ou pelo maior número de desligamentos.

No país, por exemplos, todos os setores da atividade econômica fecharam positivos em abril, pela primeira vez neste ano. Em Mato Grosso, um dos grandes empregadores locais, a agropecuária, seguiu por mais um mês demitindo mais que contratando. Na comparação com o mês de abril do ano passado, a média de contratações ficou na casa dos 3,9 mil trabalhadores, mais as demissões ampliaram de 9.532 em abril do ano passado para 9.844 no mês passado. Com a indústria, outro grande empregador, a movimentação foi parecida, mas com um detalhe: em abril de 2012 se contratou e demitiu menos em relação a 2013, tanto que o saldo do mês passou de 2.233 para 1.390. Em abril deste ano foram 6.750 admissões para 5.360 demissões, saldo de 1.390. No mesmo mês de 2012 foram contratados 7.071 trabalhadores e desligados 4.838, saldo de 2.233.

No mês passado, por exemplo, Mato Grosso admitiu o maior número de trabalhadores para o período, dentro da série histórica local do Caged, 39.950 pessoas, mas na mesma medida imprimiu demissões recorde: 37.366 pessoas. Um pelo outro gerou um saldo de novas vagas de 2.584, 39% abaixo do consolidado em abril do ano passado, 4.291.

Como detalha o Caged, a evolução dos outros segmentos supriram as vagas eliminadas pela agropecuária, mas a falta de crescimento significativos desses setores não proporcionou resultado diferente daquele registrado no final do primeiro trimestre, mesmo com a construção civil, serviços e comércio contratando mais em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. Os setores de atividade que mais contribuíram para este resultado foram o da construção civil que gerou 1.755 postos, serviços com mais 1.674 postos e a indústria de transformação, outros 1.390 postos. “Esses saldos superaram a queda do emprego da agropecuária, que eliminou 2.445 postos”, observa o relatório do Caged sobre o Estado.

BRASIL – O mercado de trabalho gerou em abril 196.913 postos formais de emprego, o equivalente a um crescimento de 0,49% em relação ao estoque do mês anterior. O desempenho positivo é resultado da geração de 1.938.169 admissões e 1.741.256 desligamentos, os maiores para o período.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que divulgou os dados do Caged ontem, os números demonstram a retomada de crescimento do emprego. “Os números são otimistas, pois demonstram crescimento em praticamente todos os setores da economia", avalia o ministro, reiterando a expectativa do ministério do Trabalho de que o país gere 1,5 milhão de vagas este ano.

No acumulado do ano, o emprego cresceu 1,39%, um acréscimo de 549.064 postos de trabalho, sendo que nos últimos 12 meses esse patamar alcançou 1.087.066 novas vagas, uma expansão de 2,79% no número de empregos celetista no país.

Em termos geográficos a expansão foi verificada em praticamente todas as regiões, com destaque para o sudeste com criação de 127.210 empregos (+0,59) e Sul com mais 39.294 novas vagas (+0,54%). O Centro-Oeste gerou 29.978 (+0,98%), terceiro melhor resultado para o mês e o Norte com 2.059 (+0,11%). A única exceção foi a região Nordeste, com queda de 1.628 postos de trabalho (-0,03%) por conta da sazonalidade do setor sucroalcooleiro no período.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Rolar para cima