Cinco terrenos estão em estudo para a construção do Parque Tecnológico

Sorriso, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Cuiabá são as cidades que se candidatam a receber o Parque Tecnológico, em discussão no Estado desde 2010, quando a primeira comissão foi criada. O...

Sorriso, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Cuiabá são as cidades que se candidatam a receber o Parque Tecnológico, em discussão no Estado desde 2010, quando a primeira comissão foi criada. O estudo de viabilidade para definir onde será implantado sai até agosto, realizado pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi). Ela avalia cinco terrenos possíveis. 
A secretária de Ciência e Tecnologia Luzia Helena Trovo Marques de Souza ressalta que até o evento da 25ª Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em outubro, tudo estará concluído para o governador Pedro Taques (PDT) lançar a obra. “A fundação está na fase de estudar as áreas que nós apresentamos, para mostrar para o governador e ele tomar uma decisão”, ressalta Luzia. O problema é que cada um dos terrenos tem um impasse. 
A primeira possibilidade era um lote em Várzea Grande, na região do Chapéu do Sol. A área possui 80 hectares. O local, contudo, tem impedimentos referentes à propriedade real, e está praticamente descartado. Já o entrave de Sorriso é a distância da Capital. Por estar a 399 km de Cuiabá, ficaria difícil colocar as incubadoras em funcionamento, além da falta de um aeroporto. A terceira opção é Chapada dos Guimarães, onde o principal dificuldade é a questão ambiental, pois a área a ser limpa para construção está entre 10 e 15 hectares. Além disso, a infraestrutura da cidade e a distância do aeroporto e das empresas também são considerados empecilhos.
Dessa forma, só sobram as duas opções de Cuiabá. O Governo não quis antecipar onde estão localizados os terrenos para evitar especulação, mas adianta que a questão jurídica já está em levantamento, assim como qual dos dois tem a melhor localização, cada um em um extremo da Capital. Os rumores, todavia, são de que uma das opções é o Horto Florestal, cujo lote pertence ao Estado. O “medo” maior é do desgaste que pode vir devido a protestos contra a construção, por ser formado por mata ciliar. 
O Horto foi criado em 4 de fevereiro de 1953, está situado na zona sul da cidade de Cuiabá, à margem esquerda do rio Coxipó, na Rua Balneário São João, sendo limitado pelas avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio e pela rua Antônio Dorileo , com uma área aproximada de 15 hectares. O local viria a calhar, pois é utilizado justamente para o desenvolvimento de pesquisas, produção de mudas para arborização da cidade, desenvolvimento de trabalhos de educação ambiental e lazer da população. 
Um estudo preliminar da Certi, entregue em maio de 2014, já apontou que os entornos de Cuiabá são as opções mais viáveis.
A expectativa é de que os custos para dar início às obras sejam de R$ 4 milhões. As verbas seriam advindas de recursos do Governo e da iniciativa privada. Ao longo de 10 anos, considerando a esperada expansão do espaço, devem ser investidos R$ 100 milhões.

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