Centrais sindicais organizam ato contra medidas e em favor da Petrobras

Em reunião na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT) nesta segunda-feira (26), em São Paulo, seis centrais sindicais anunciaram o foco do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos e do Em...

Em reunião na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT) nesta segunda-feira (26), em São Paulo, seis centrais sindicais anunciaram o foco do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos e do Empregos. A revogação das Medidas Provisórias (MP) 664 e 665 que alteram direitos previdenciários e trabalhistas anunciadas em 29 de dezembro pelo governo federal e manifestação a favor da Petrobras.
As centrais informaram que o ato deve acontecer em todas as capitais brasileiras, a partir das 11h de quarta-feira (28). Em São Paulo, a concentração será às 10h, no MASP, de onde a marcha seguirá pela Avenida Paulista, com uma parada em frente à Petrobras e outra em frente ao prédio do Ministério da Fazenda.
Segundo os sindicalistas da UGT, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central (NCST) e CTB, para estabelecer a paz, ministros e o governo federal devem reverter as medidas anunciadas, que gerariam uma economia de R$ 18 bilhões, de acordo com dados do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A parada no Ministério da Fazenda será para entrega de documento elaborado pelas entidades com questionamentos sobre a linha econômica da nova equipe capitaneada por Levy.
A manifestação na Petrobras é para exigir do governo que a empresa não seja penalizada pela corrupção de funcionários da alta cúpula. A dificuldade em obter crédito pela estatal afeta obras e atrasa o pagamento em unidades da empresa em todo o País.
“Estamos dialogando com os ministros, para que os trabalhadores não paguem o preço do ajuste fiscal. Em momento algum o governo ofereceu outro setor em sacrifício. Não cortou cartão corporativo, não cortou sequer um dos 39 ministérios. Podem trabalhar isso [os cortes] em outras questões, como as grandes fortunas, como aumentar fiscalização a sonegadores”, reclama Francisco Pereira de Sousa, secretária de organização sindical da UGT.
Segundo o secretário-geral da CUT Sérgio Nobre, a política econômica recessiva adotada no segundo de Dilma é a política do candidato que perdeu as eleições, Aécio Neves.
No dia 3 de fevereiro, as centrais têm um segundo encontro marcado com os ministros do Trabalho (Manoel Dias), Previdência Social (Carlos Gabas), Secretária-geral da Presidência (Miguel Rossetto), do Planejamento (Nelson Barbosa), em São Paulo.

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