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Com três prefeitos em três anos e meio, Santo Antônio de Leverger (34 quilômetros de Cuiabá) aguarda para os próximos dias a decisão do TSE sobre o retorno do tucano Harrison Ribeiro à prefeitura.

Enquanto isso, o município continua inadimplente e com obras paralisadas. O atual prefeito, Ugo Padilha (DEM), tio de Valdebran Padilha – preso no episódio do “dossiê dos aloprados” -, pedirá na semana que vem ao TCE uma tomada de contas especial.

Com receita mensal de R$ 1,9 milhão, e custos que quase atingem esse valor, o município de aproximadamente 19 mil habitantes tem uma dívida de R$ 2 milhões com a Previdência Social. O secretário de Administração, que acumula a de Finanças, Luciano Padilha (sobrinho do prefeito), afirma que os governos anteriores deixavam de cumprir a responsabilidade na celebração de convênios.

Atualmente, segundo o secretário, oito obras estão paralisadas, como a Casa do Artesão, um campo de futebol society e o “lixão”. O lixo do município é enviado periodicamente para o aterro de Cuiabá, e uma taxa é paga pela prefeitura de Santo Antônio pelo serviço.

“Até semana que vem, vamos concluir o pagamento da Previdência para recebermos o CRP [Certificado de Regularidade Previdenciária]. Com a certidão, a prefeitura deixa de ser inadimplente. Quando a Agecopa veio aqui para a Copa Verde [plantio de mudas de árvores], o prefeito se reuniu para ver recursos ao município, mas sem a certidão não tem como receber nada”.

Um dos nove vereadores que compõem a atual legislatura, Izaías Pires Júnior (PDT), diz que, apesar do prefeito contar com apoio da Câmara, a situação política inviabiliza investimentos. “Fica difícil porque ele não sabe quanto tempo irá ficar. Que ele vai sair é certo, agora ou volta o Harrison ou assume a Glorinha [Garcia]”.

O vereador acredita que a dificuldade em administrar está na complicação em contratar serviços, já que, na visão dos empresários, a gestão pública passa por instabilidade.

A defesa de Harrison Ribeiro (ex-presidente da Câmara) entrou com recurso no TSE. Ele substituiu o prefeito reeleito de 2008, Faustino Dias Neto (DEM), que foi cassado por compra de votos.

Na época, Neto venceu Glorinha Garcia por apenas 18 votos. Quando assumiu, Harrison ficou no cargo até a eleição suplementar de setembro do ano passado, quando também concorreu com Glorinha. Dessa vez, a diferença foi de 245 votos.

O pedido de indeferimento aconteceu por causa da demissão do tucano da Sefaz, mas, depois, ele foi reintegrado à Pasta. Outro problema é o fato de Harrison ser irmão da ex-esposa de Faustino, o que motivou críticas do TSE. Porém, a defesa argumentou que Faustino se separou de Nalzira Ribeiro em 2008, antes da eleição suplementar.

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