A violação de dados preocupa e, muito, ao consumidor latino-americano – tanto que 76% se mostraram inseguros quanto a ter suas informações pessoais roubadas por uma violação de dados, em pesquisa realizada pela fortinet, mas, ao mesmo tempo, esse usuário admite que não está tomando as precauções necessárias para proteger suas informações.
O levantamento mostra que quando perguntado quais medidas os consumidores estão implementando para melhor proteger suas informações online, a maioria (81%) dos entrevistados disse ter implementado senhas mais fortes como as principais melhorias de segurança, mas ignora o resto das opções mais eficazes, tais como “autenticação de dois fatores” e “utilização de serviço de gerenciamento de senha”.
No Brasil, em particular, os consumidores mostraram pouca confiança nas instituições para proteger informações pessoais. Em uma escala de 1 a 5, sendo 1 = completamente confiável e 5 outro nada confiável, os consumidores foram questionados o quanto eles confiavam em vários provedores comerciais e outras instituições para proteger suas informações.
“O fato de 64% dos consumidores pesquisados na América Latina terem afirmado que não estariam dispostos a fazer negócios com empresas que tiveram violações/vazamento de dados deixa claro que eles esperam que as organizações tomem medidas adicionais para proteger suas informações para que eles não precisem fazê-lo”, disse Pedro Paixão, vice-presidente de vendas internacionais para Fortinet na América Latina.
“Se os consumidores não estão tomando as medidas necessárias para proteger os seus dispositivos e dados pessoais, é improvável que eles estejam fazendo isso no trabalho, aumentando assim a possibilidade de uma violação”, acrescenta o executivo. A pesquisa constatou ainda que:
•54% dos consumidores não estão confiantes de que suas informações pessoais estão seguras ao utilizar meios de comunicação social.
•62% dos consumidores acreditam que o seu computador pessoal (desktop ou laptop, por exemplo) representa o maior risco de vazamento de dados.
•22% dos consumidores acreditam que smartphones representam o maior risco.
•Apenas 2% cogitam a possibilidade de ameaças em dispositivos como Smart TVs ou sistemas de videogame, mostrando que os consumidores brasileiros ainda não estão bem informados sobre as questões de segurança em torno da chamada Internet das Coisas.
“Os consumidores estão mais preocupados do que nunca em terem informações pessoais comprometidas por uma falha de dados, no entanto, não estão mudando seu comportamento”, acrescentou Derek Manky, estrategista sênior de segurança do FortiGuard Labs, da Fortinet.
O levantamento para a pesquisa sobre a confiança do consumidor na segurança cibernética foi conduzido pela GMI, uma divisão da Lightspeed Research, fornecedor líder de soluções baseadas em tecnologia e respostas on-line para pesquisa de mercado global. A pesquisa coletou mais de 5.000 respostas de consumidores de toda a região da América Latina durante o mês de abril de 2015.












