Brasil será um dos grandes do mundo

Apesar da piora na percepção dos investidores sobre o Brasil, o Credit Suisse se mantém otimista em relação ao país, afirma o executivo-chefe do banco su&iacu

Apesar da piora na percepção dos investidores sobre o Brasil, o Credit Suisse se mantém otimista em relação ao país, afirma o executivo-chefe do banco suíço, Brady Doungan, em recente visita ao país.

"O Brasil vai continuar sendo um mercado de grande crescimento, há uma série de grandes empresas, um tremendo volume de atividade. O país será um dos grandes mercados mundiais nos próximos 10 a 20 anos, não há dúvida", diz o executivo americano, em entrevista ao Valor.

O entusiasmo de Dougan tem mais uma razão. Segundo ele, o modelo que o Credit Suisse tem no país – com um banco de investimentos relevante e uma plataforma de private banking e gestão de recursos forte. "Funciona muito bem", afirma.

No ano passado, o Credit Suisse anunciou uma reestruturação global de seus negócios na qual o banco de investimentos foi destacado do private banking e a instituição passou a atuar com essas duas grandes áreas.

De acordo com Dougan, o mercado brasileiro oferece "enorme oportunidade" para o Credit Suisse na área de private banking. "À medida que as taxas de juros caírem, será mais importante para as pessoas ter uma postura mais ativa na forma como investem seu dinheiro", argumenta.

O executivo afirma que o private banking do Credit Suisse no Brasil fechará este ano com aumento de 15% a 20% nos ativos sob gestão. A estimativa do banco para todo o mercado brasileiro é de menos de 5%.

O Credit Suisse exerceu, na segunda metade do ano passado, a compra da participação que ainda não tinha na gestora de recursos Hedging-Griffo, cujo controle já tinha desde 2007. O último passo que faltava para a integração dos negócios foi dado em janeiro, quando o banco suíço reuniu em uma só plataforma seus serviços de corretagem para a América Latina.

Agora, os planos da instituição para o país preveem crescimento orgânico dos negócios. "Temos uma estrutura completa, suficiente para as operações hoje", afirma Dougan.

Uma das metas do executivo é aumentar a presença do banco no interior do Brasil. O Credit Suisse já tem unidades em Belo Horizonte e em Porto Alegre e tem planos de chegar ao Recife. Os escritórios reproduzem, em menor escala, a estrutura do grupo e têm o objetivo de originar negócios para o private banking e o banco de investimentos. (TM)

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Rolar para cima