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Após participar de reunião com empresários da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, afirmou que esse será um grande diferencial competitivo do produto brasileiro em relação à maioria dos países concorrentes.
“A inovação deveria ter um viés pró-exportação e valorizar um ingrediente brasileiro diferenciado, que é a sustentabilidade. O Brasil tem matriz energética limpa, novas formas de energia e capacidade de desenvolver produtos com certificação verde, ambiental”, avaliou Coutinho. “Precisamos tirar proveito também de inovação com sustentabilidade ambiental e ter competência em comunicar isso para o mundo”, completou..
O presidente do BNDES afirmou que dobrar o investimento privado em inovação é um enorme desafio e deve ser encarado como grande prioridade do desenvolvimento do país. “A inovação é necessária para a competitividade e aumento da presença do Brasil nos mercados globais em que temos vantagens”, enfatizou.
A duplicação do investimento privado em inovação é a principal meta da MEI, movimento de incentivo à inovação liderado pela CNI, lançado há dois anos. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,6% das empresas industriais praticam inovação, seja em produtos, seja em processos.
Articulação – O aumento dessa taxa, de acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, passa pela articulação que a MEI tem feito com o próprio BNDES, ministérios de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A MEI tem feito essa articulação para aumentar o investimento, que hoje chega a 1% do PIB apenas se somados os investimentos públicos e privados. Esperamos que isso possa aumentar muito, principalmente entre as pequenas e médias empresas”, afirmou Andrade.
Ressaltou ter sido a partir da articulação da MEI que o governo lançou, nesta sexta-feira, na CNI, a Sala de Inovação, que reunirá os órgãos federais da área de inovação num único lugar. “A Sala de Inovação vai facilitar o andamento dos projetos, que às vezes se perdem na burocracia, indo e vindo em ministérios. É uma solução prática”, definiu Robson Braga de Andrade.
Lembrou que depois do lançamento da MEI a parceria com o governo aumentou bastante. “Nos últimos meses tivemos muitos avanços. O presidente Lula aprovou R$ 500 milhões num edital voltado para a inovação e o desenvolvimento tecnológico e fizemos um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, que está colocando R$ 25 milhões, e a CNI outros R$ 25 milhões, para a criação de 27 núcleos estaduais de inovação que vão auxiliar as pequenas e médias empresas a inovar”, relatou.
 Assegurou que a interlocução continuará com o próximo governo. “Teremos no início de dezembro uma reunião para trabalhar essa agenda com o novo governo”, informou o presidente da CNI.

Presidente da CNI defende novas medidas para conter valorização do real

São Paulo – O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu, nesta sexta-feira, 5 de novembro, novas medidas para conter a valorização cambial. Alinhou, entre elas, a cobrança de Imposto de Renda nas aplicações de estrangeiros, aumento maior do IOF e quarentena sobre os recursos externos de curto prazo..
 “Temos de achar medidas para controlar essa aplicação especulativa, tributando-a de tal modo que o diferencial de ganho não seja tão grande como é hoje”, defendeu Andrade, após reunião, em São Paulo, com empresários que participam da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento de incentivo à inovação liderado pela CNI.
Ressaltou que o investidor internacional capta recursos nos Estados Unidos a taxas muito próximas de zero e tem retorno de 10%, 12% ao ano no Brasil, além do eventual ganho com a apreciação do real. “Podemos tributar esses recursos ou criar uma quarentena. O governo tem mecanismos para fazer isso”, propôs.
O presidente da CNI salientou que o termo quarentena não significa exatamente um período de 40 dias. “Podem ser quatro meses, quatro anos. O importante é o recurso ficar mais tempo aqui”, explicou. Robson Braga de Andrade. Afirmou que se o investidor brasileiro paga Imposto de Renda sobre suas aplicações, o estrangeiro também poderia pagar.
Segundo ele, o governo tem o desafio de medir a quantidade e a intensidade das medidas para conter a valorização do real frente ao dólar. “Certamente o governo não usará uma só ferramenta. Será um conjunto delas. Mas é preciso ter cuidado para não errar a mão e espantar todo o capital internacional”, advertiu Andrade.
O capital estrangeiro, quando é para investimento produtivo, é muito bem vindo, destacou o presidente da CNI. Ressaltou, porém, que o Brasil deveria estudar mecanismos para criar a necessidade de esses investimentos internacionais se reverterem, quando maturados, em exportações.
 “O investidor não pode vir com o olho apenas no mercado interno. Tem de ter uma visão de mercado mundial, assumir um compromisso de exportação”, disse. De acordo com Andrade, sem isso pode-se estar armando uma bomba que no futuro explodirá e causará efeitos como desindustrialização, redução do desenvolvimento tecnológico, perda de empregos, entre outros.
A contínua valorização do real poderá fazer com que o mercado interno venha a ser todo abastecido pelas importações, alertou por sua vez o presidente do conselho de administração da Brazil Foods, Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que participou da reunião da MEI.

Fonte: CNI

Autor: Assessoria de Comunicação

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