A Polícia Civil e o Gaeco de Goiás procuram em Mato Grosso bandidos envolvidos nas redes de roubo de carros, tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e golpe aplicados via telefone, desmontadas ontem na capital goiana em duas operações simultâneas: Cadeia do Crime e Guilhotina.
As organizações criminosas estavam sendo comandadas de dentro de dois presídios goianos por 20 bandidos que cumprem pena ou aguardam julgamento na Casa de Prisão Provisória e na Penitenciária Odenir Guimarães.
Até ontem à tarde, 72 mandados de prisão, de um total de 108, haviam sido cumpridos. Desse número, 19 suspeitos já estavam em penitenciárias e os outros 53 foram presos em diversos.
Para as operações foram mobilizados 540 agentes, 19 delegados, nove promotores de Justiça das diferentes instituições para o cumprimento mandados em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Maranhão.
Desde outubro do ano passado, a partir do roubo de um carro ocorrido em Goiânia, a Polícia Civil e o Gaeco vinham seguindo os passos de bandidos das duas quadrilhas. A decisão de desencadear as duas operações juntas foi uma tentativa de tornar a ação mais eficiente, com mais prisões, uma vez que o foco das investigações eram crimes semelhantes.
MP informou que solicitou o bloqueio dos bens de 39 investigados e sequestro dos valores constantes em pelo menos 34 contas bancárias. Essas operações estão sendo consideradas a maior ação conjunta do gênero contra o roubo de veículos no Brasil, certamente a maior da história de Goiás, conforme o Gaeco goiano.
Sobre os procurados mato-grossenses, a polícia goiana sequer informou a cidade, ou cidades, limitando-se a dizer que não seria na capital. O segredo se dá por causa da frustração na primeira tentativa, ontem, de efetuar prisões aqui.
Em Mato Grosso, nem o Gaeco e tampouco a Polícia Civil detinham informações sobre os nomes e cidades dos procurados. Pelo menos 12 crimes já estão relacionados nas atividades das quadrilhas: homicídio, falsificação de documentos, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, roubo, receptação e adulteração de veículos. Alguns dos envolvidos têm ramificações no Paraguai, onde veículos roubados em diversas cidades eram usados no tráfico de drogas.












