Cinco pessoas foram assassinadas em pouco mais de dez horas na Grande Cuiabá. Quatro destes crimes aconteceram em Várzea Grande e um na Capital. A Polícia Civil ainda não tem pistas dos criminosos. Das cinco execuções, uma intriga mais a polícia, pois as demais foram provocadas por tráfico de drogas, motivo fútil ou mesmo acerto de contas.

Para o presidente do Sindpd-MT João figueiredo estamos vivendo uma grande guerra urbana, onde o poder publico passa a ver de longe os acontecimentos sem ter ações contundentes de soluções destes terriveis problemas. Esperamos que o GOVERNO possa tomar atitudes energicas e traga a confiança a população, que sofre pela falta de segurança. Não podemos mais, gastar tanto e ter pouco resultado positivo destes gastos.
Num dos homicídios, ocorrido no bairro Mapim, em Várzea Grande, o andarilho Vagner Edézio Lacerda Cintra, de 45 anos, foi executado com seis tiros quando dormia na rua. Ele havia colocado alguns papelões no chão e repousava sem incomodar ninguém.

O assassinato ocorreu por volta das 3 horas, segundo populares que ouviram os disparos. Ao chegar no local, eles depararam com o desconhecido executado com seis tiros, todos disparados à curta distância. Uma das suspeitas é que ele tenha sido executado por algum morador incomodado com o andarilho.

“Pode ser que a vítima morasse ali na rua, dormisse com papelões improvisados e alguém não gostou e mandou ver”, observou um policial.

Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o andarilho teria familiares residentes em Cuiabá. “Esperamos que os familiares procurem o IML para fazer a identificação e sepultamento”, disse um policial.

No bairro Altos do Coxipó, o vendedor Ironi Pedro Klaus, de 53 anos, foi assassinado com quatro tiros na cabeça, dentro de sua casa. Testemunhas disseram que dois ocupantes de uma motocicleta Honda Titan preta se aproximaram do portão e o chamaram pelo nome. Quando Ironi apareceu, o ocupante da garupa atirou quatro vezes, acertando todas. O assassinato ocorreu por volta das 19 horas.

Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime seria um acerto de contas, pois a vítima tinha antecedente. Ele estaria falando ao telefone, recebendo uma cobrança, quando saiu para atender o chamado.

Os policiais lembraram que é preciso entrar em contato com familiares para saber se Ironi estava sendo ameaçado ou não. “Ainda não sabemos que tipo de antecedente a vítima tinha. Pode ser que esteja relacionado ou não com o crime cometido”, explicou um policial que atendeu a ocorrência.

Os policiais só não acreditam que se trata de um crime praticado por engano. Outra hipótese levantada pelos policiais indica que os criminosos eram conhecidos da vítima, pois o chamaram pelo nome e Ironi os atendeu.

Como estes cinco assassinatos, o mês de julho começa violento somando nove execuções em cinco dias, numa média de quase dois homicídios por dia.

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