Essa semana o governo anunciou mais um pacote de “incentivos” à indústria. Numa velocidade impressionante, como num passe de mágica, foram concedidos R$ 65 bilhões em “incentivos” que nada mais são do que a isenção de impostos ao empresariado. Com essa nova remessa, entre 2011 e 2012 o governo concedeu aos empresários em isenção fiscal aproximadamente R$ 155 bilhões. Em contrapartida, no mesmo período, contingenciou das áreas sociais mais de R$ 105 bilhões. “O que vemos é que este governo tem tirado recursos dos trabalhadores (as) para conceder benesses ao empresariado”.
Pegando um gancho o presidente do SINDPD-MT João Figueiredo a política do arrocho salarial adotada, mas a política de segregação do PT. Traz certo desconforto a varias entidades representativas, dos trabalhadores e trabalhadoras, que fizeram um comitê nas suas entidades prol Dilma. Agora o que fazer com essa triste realidade que enfrenta as massas de trabalhadores (as), que acreditaram nos representantes. E dando como exemplo a FENADADOS que montou um comitê prol Dilma e hoje enfrenta uns turbilhões de problemas nas empresas SERPRO, DATAPREV, COBRA e DATAMEC e sem contar com o descaso do governo com a regulamentação da categoria que se arrasta por vários anos.
 
Fica claro que o discurso de austeridade, portanto, aparece apenas quando o diálogo envolve servidores públicos. Até o momento o governo tem se mostrado pouco sensível às reivindicações apresentadas pela categoria. Dos sete eixos que compõem a Campanha Salarial 2012 – que reúne 31 entidades nacionais em defesa dos servidores e serviços públicos – o Ministério do Planejamento assumiu apenas a possibilidade, ainda que remota, de estudar a apresentação de proposta para reajuste no pacote de benefícios como auxílio-alimentação, creche, transporte e plano de saúde. Os servidores têm encontrado dificuldades também na busca pelo atendimento de acordos e compromissos já firmados e ainda não cumpridos.
 
Na última reunião no Planejamento, os argumentos de que o atendimento das demandas dos servidores poderia gerar problemas para a economia brasileira foram questionados pelos sindicalistas. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, chegou a registrar que o governo brasileiro só tem restrições orçamentárias quando discute demandas dos trabalhadores reforçando os bilhões que o governo já disponibilizou em desoneração concedida a empresários.
 
O comportamento tem sido chamado pelos sindicalistas de “política gerdariana” uma alusão a um dos principais integrantes do Conselho de Política de Gestão do governo Dilma, o empresário Jorge Gerdau. O Conselho também conta com a participação de outro grande empresário, Abílio Diniz, dono da Companhia Brasileira de Distribuição, que inclui as bandeiras de Varejo Alimentar, Pão de Açúcar e Extra, de Atacarejo, Assaí e de Eletro, Ponto Frio, além de sócio majoritário das Casas Bahia. 
 
Mobilização deve ser intensificada

No último dia 28 de março as 31 entidades nacionais unidas em torno da Campanha Salarial 2012 promoveram uma marcha em Brasília que contou com a participação de 6 mil servidores. A próxima atividade de mobilização será em 25 de abril, com um Dia Nacional de Luta que prevê a paralisação de atividades em todo o serviço público federal. Em todo o país, sindicatos e servidores têm debatido sobre a possibilidade de iniciar uma greve por tempo indeterminado.

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