Mato Grosso gastou pouco mais de R$ 800 milhões em segurança pública no ano passado — uma redução de 6,5% em relação a 2009, quando foram investidos R$ 857,4 milhões. Dados como estes irão compor o Anuário 2011 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na tarde desta quarta-feira (23).

Para este ano, o investimento previsto é de um total de R$ 840 milhões, conforme a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT). Já de acordo com informações divulgadas em seu site (www2.forumsegurança.org.br), o Fórum Brasileiro, uma organização não-governamental, revela que, em 2008, as despesas do Estado de Mato Grosso com a segurança pública foi de R$ 730,5 milhões. No ano seguinte, houve um incremento de 17,38%, com os recursos saltando para R$ 857,4 milhões.

Além dos gastos, no anuário são compiladas informações sobre ocorrências criminais, efetivos policiais, presos provisórios, e a atuação dos Estados brasileiros e municípios no setor de segurança pública.

A matéria “2011 promete bater o recorde”, divulgada pelo Diário no último dia 8 deste mês, revela que o ano de 2011 promete ser um dos mais violentos. Até ontem, a polícia registrava na Grande Cuiabá a marca de 326 assassinatos, dois a mais que o ocorrido no ano passado inteiro, conforme dados da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Além disso, o ano de 2011 poderá encerrar com mais de 350 assassinatos, sendo um dos mais violentos dos últimos 10 anos. Na lista dos assassinatos incluem os homicídios, latrocínios e também as lesões corporais seguidas de morte.

O secretário estadual Segurança Pública, Diógenes Curado, afirma que o setor é uma das prioridades do Governo do Estado, que tem investido não só em equipamentos, mas em capacitação de seus recursos humanos, inteligência e informação.

Ao citar que o senador Pedro Taques pretende direcionar emendas para a área de segurança de Mato Grosso, Curado destaca exemplos de investimentos feitos em 2010 pelo Governo do Estado.

Entre eles, a aquisição de dois helicópteros e os guardiões web, que são equipamentos de interceptação de sinais, utilizados na investigação e que atendem aos núcleos de inteligência na busca de provas qualificadas.

Em relação ao aumento da criminalidade, Curado destaca a importância de investimento no sistema penitenciário para colocar atrás das grades os bandidos que estejam soltos. “O Governo já tem feito ações neste sentido e buscado recurso para os sistemas sócio-educativo e penitenciário”, afirma.

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