O edital da faixa de 2,5 GHz, que a Anatel deve realizar no início do próximo ano, dará 12 meses para que os vencedores do leilão implantem sistemas de quarta geração (LTE) nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
A medida faz parte dos preparativos relacionados às redes de telecomunicações previstos pelo governo que também incluem metas de capacidade de conexões nos estádios, investimentos em fibras ópticas e melhorias nos serviços, especialmente no roaming dos pacotes de dados.
“Vamos prever no edital que as empresas terão 12 meses para implantar LTE nas 12 cidades-sede”, afirmou nesta quarta-feira, 10/8, o ministro Paulo Bernardo, durante evento promovido pelo IDC e pela Brasscom sobre TI e telecomunicações na Copa e nas Olimpíadas.
A expectativa, assim, é que as 12 cidades – Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – contem com conexões móveis capazes de acessar a internet em velocidades de até 100 Mbps até o primeiro trimestre de 2013.
O ministro já sinalizara que mesmo antes das licenças o LTE começará a ser testado no país durante a Rio+20 – ou seja, 20 anos após a Eco-92. Com a meta atrelada ao leilão – que o Decreto do PGMU fixou para ser realizado antes de 30 de abril de 2012 – as redes deverão estar prontas já para a Copa das Confederações, em 2013.
Além disso, a previsão é de que sejam disponibilizados acessos de 20 Gbps em todos os estádios por conexões, redundantes, que deverão ser estendidas, ainda que não nas mesmas velocidades, aos centros de treinamento das seleções, aeroportos, hotéis e instalações da FIFA.
Segundo Paulo Bernardo, a Anatel vem fazendo uma análise detalhada das redes para identificar gargalos. “Se precisarmos de mais redes, a Telebrás vai atuar. Por enquanto nossa estimativa é de que a parte que falta de redes exigirá investimentos de R$ 200 milhões”, disse o ministro, referindo-se aos recursos a serem investidos pela estatal.
Ele também quer que o órgão regulador negocie com as operadoras melhores condições de serviço e preço nos pacotes de dados, envolvendo os acertos relativos aos serviços de roaming. “Queremos facilitar o acesso e acho que precisamos discutir os preços, que são muito altos”, afirmou.
Fonte CD

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