1. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em maio, o total de desempregados no conjunto das sete regiões onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.410 mil pessoas, 40 mil a menos do que no mês anterior. A taxa de desemprego total permaneceu em relativa estabilidade, pelo segundo mês consecutivo, ao passar de 11,1%, em abril, para os atuais 10,9%. Segundo suas componentes, esse resultado decorreu de comportamento semelhante da taxa de desemprego aberto, que passou de 8,4% para 8,3%, e da taxa de desemprego oculto, de 2,8% para 2,6%. A taxa de participação elevou-se de 59,6% para 60,0%, no período em análise.
2. Em maio, o nível de ocupação aumentou 1,0%. O número de postos de trabalho gerados (192 mil) foi superior ao de pessoas que entraram na força de trabalho (151 mil), reduzindo o contingente de desempregados em 40 mil pessoas. O total de ocupados, nas sete regiões investigadas, foi estimado em 19.724 mil pessoas e a PEA, em 22.133 mil.
3. A taxa de desemprego total manteve-se relativamente estável na maioria das regiões, diminuiu em São Paulo e no Distrito Federal e cresceu ligeiramente em Porto Alegre.
4. O nível de ocupação aumentou em Belo Horizonte (1,8%), São Paulo (1,3%), Distrito Federal (1,0%) e, em menor medida, Fortaleza (0,6%). Nas demais regiões esse indicador pouco se alterou no período: 0,3% em Recife; 0,2% em Salvador; e -0,1% em Porto Alegre.
5. No conjunto das regiões, o nível ocupacional aumentou no Comércio (93 mil, ou 3,0%), no agregado Outros Setores (59 mil, ou 3,9%) e na Construção Civil (24 mil, ou 1,9%), permanecendo relativamente estável nos Serviços (14 mil, ou 0,1%) e na Indústria (2 mil, ou 0,1%).
6. Segundo posição na ocupação, o número de assalariados cresceu ligeiramente (0,7%). No segmento privado, aumentou o contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada
(1,4%) e diminuiu o daqueles sem carteira (0,8%). Houve crescimento do número de empregados domésticos (3,6%), dos classificados nas demais posições ocupacionais (1,0%) e de autônomos (0,9%).
7. Em abril, no conjunto das regiões pesquisadas e pelo sexto mês consecutivo, diminuíram os rendimentos médios reais de ocupados (1,2%) e assalariados (1,7%), que passaram a ser estimados em R$ 1.367 e R$ 1.409, respectivamente.
8. O rendimento médio real dos ocupados reduziu-se no Distrito Federal (3,7%, passando a valer R$ 1.942), São Paulo (1,5%, ou R$ 1.480), Belo Horizonte (1,4%, ou R$ 1.383) e
Porto Alegre (1,3%, ou R$ 1.398), mas aumentou em Salvador (1,9%, ou R$ 1.063), Fortaleza (1,3%, ou R$ 894) e Recife (0,7%, ou R$ 959).
9. No conjunto das regiões pesquisadas, diminuíram as massas de rendimentos dos ocupados (0,6%) e dos assalariados (1,3%).
Em ambos os casos, esse desempenho refletiu decréscimos do rendimento médio real, uma vez que o nível de ocupação pouco se alterou.
COMPORTAMENTO EM 12 MESES OCUPAÇÃO ACELERA RITMO DE CRESCIMENTO
10. Entre maio de 2010 e de 2011, no conjunto das regiões pesquisadas, o nível de ocupação elevou-se 3,4%, interrompendo movimento de declínio dos últimos sete meses, nessa base de comparação. Nesse período, foram criadas 656 mil ocupações, número superior ao de pessoas que passaram a integrar a força de trabalho da região (161 mil pessoas), resultando na redução do contingente de desempregados em 494 mil pessoas. A taxa de participação diminuiu de 60,6% para 60,0%, no período em análise.
11. O nível de ocupação cresceu em todas as regiões pesquisadas: Recife (8,4%), Porto Alegre (4,4%), São Paulo (3,7%), Fortaleza (3,0%), Salvador (2,1%), Distrito Federal (1,2%) e, em menor medida, Belo Horizonte (0,8%).
12. Em termos setoriais, no conjunto das regiões, o nível de ocupação aumentou nos Serviços (434 mil postos de trabalho, ou 4,3%), no Comércio (139 mil, ou 4,5%), na Construção Civil (82 mil, ou 6,7%) e na Indústria (23 mil, ou 0,8%), diminuindo apenas no agregado Outros Setores (22 mil, ou 1,4%).
13. Segundo posição na ocupação, o total de assalariados elevou-se em 5,2%. O crescimento no segmento privado resultou da ampliação do número de empregados com carteira de trabalho assinada (8,3%), que mais que compensou a redução do contingente sem carteira (3,4%). Também aumentou o número de pessoas classificadas nas demais posições ocupacionais (4,0%) e diminuíram os contingentes de autônomos (1,6%) e de empregados domésticos (1,2%).
14. No conjunto das regiões pesquisadas, a taxa de desemprego total diminuiu de 13,2%, em maio de 2010, para os atuais 10,9%. Segundo suas componentes, reduziram-se as taxas de desemprego aberto (de 9,4% para 8,3%) e oculto (de 3,8% para 2,6%), no mesmo período.
15. A taxa de desemprego total retraiu-se em todas as regiões pesquisadas, com maior intensidade nas de Recife, Porto Alegre e São Paulo.
16. Entre abril de 2010 e de 2011, no conjunto das sete regiões, o rendimento médio real cresceu 2,9% para os ocupados e 1,0% para os assalariados. Regionalmente, o rendimento dos ocupados apresentou comportamento diferenciado: elevou-se em Recife (9,7%), São Paulo (6,3%), Fortaleza (3,2%) e Porto Alegre (1,2%); e diminuiu em Salvador (5,2%), Distrito Federal (3,0%) e Belo Horizonte (2,0%).
17. Para o conjunto das regiões pesquisadas, as massas de rendimentos reais de ocupados e assalariados superaram em 5,3% e 5,2%, respectivamente, aquelas registradas há 12 meses. Em ambos os casos, refletiram aumento do nível de ocupação e do rendimento médio real, nesse período.
Fonte: Dieese