A informação de que o Paraná gerou 153.124 empregos em 2010, esconde uma dura realidade para os trabalhadores. Este numero é o saldo entre admissão e desligamentos, pois no ano foram contratados 1.485.289 trabalhadores no Paraná e 1.312.166 trabalhadores foram demitidos, num Estado que tem aproximadamente 2.7 milhões de trabalhadores formais.
 A nível nacional o quadro não é diferente. Em 2010 o Brasil gerou 2.555.421 empregos, fruto do saldo de 20.427.478 trabalhadores admitidos e 17.872.057 demitidos. Ou seja, os números mostram alt íssima rotatividade da mão-de-obra. Fruto da legislação não proibir a demissão imotivada e com isso o setor produtivo abusa demitindo os que ganham mais, para contratar trabalhadores com salários mais baixos, devido à existência de um exército de reserva composto majoritariamente por jovens e pobres desempregados, que fragilizados tem as drogas como meio para amenizar o mal estar da existência ou como mercado de trabalho, e os presídios e a morte na meia idade como conseqüência. Atualmente 80% dos empregos gerados no Brasil pagam menos de 2 salários mínimos.
No Paraná a média salarial é de aproximadamente 1.500 reais, mas se tirarmos da conta os empregos gerados em Curitiba e região metropolitana, a média salarial do interior do Estado é de aproximadamente 850 reais.
Em conseqüência da alta rotatividade e baixos salários aumenta o numero de afastamentos trabalhadores por acidentes e doenças do trabalho e o numero de ações por assédio moral, fruto de pressão para o aumento da produtividade. Nos demais Estados brasileiros a situação é igual.
É por isso que as Centrais Sindicais lutam para aprovar a Convenção 158 da OIT que proíbe a demissão imotivada. Não é mais possível submeter os trabalhadores a este verdadeiro crime que é o uso da demissão imotivada para buscar o lucro, através do pagamento de baixos salários.

Fonte: Sintespar – Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná

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