2010 nem terminou e já entrou para história de Mato Grosso como ano recordista em admissões e na oferta de novas vagas de emprego com carteira assinada desempenho nunca visto nesta década. Números acumulados até novembro revelam que o Estado criou mais de 27,76 mil novas frentes de trabalho, resultado de uma admissão – recorde – de 336 mil pessoas menos 309,03 mil demissões. Os maiores empregadores de janeiro a novembro deste ano no Estado foram comércio (8.285 novas vagas), serviços (7.343) e a indústria e construção civil que juntas ofertaram 6.423 postos.
Na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que registra a evolução do trabalho formal desde 1999, em nenhum outro ano houve tantas contratações como as registradas até novembro de 2010, mesmo comparando onze meses contra o realizado ao longo de doze meses dos anos anteriores. Em relação ao saldo de novas vagas, o ano de 2004 registrou de janeiro a dezembro os mesmos 27,76 mil novas frentes contabilizadas em 2010, porém, neste ano os números vão até novembro.
“Foi um ano muito positivo para Mato Grosso, especialmente, ao segmento industrial. Em 2011 novos recordes serão quebrados, com certeza”, frisa o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan.
O governador Silval Barbosa, em cerimônia realizada na semana passada, dizia que Mato Grosso vivia um momento muito especial. “Só no dia de hoje – numa referência a 8 de dezembro – participei de duas solenidades, uma de inauguração e outra de lançamento das obras e em cada uma delas vemos a pujança da nossa economia por meio da maior oferta de empregos e divisão de renda”. Para o governador, não há dúvidas de que os recordes de hoje são frutos de uma forte política de atração de empresas para Mato Grosso. “Com incentivos, principalmente redução de até 100% do ICMS e com obras de infraestrutura, estamos trazendo empresas e indústrias que tinham como plano de expansão outros estados”.
O presidente da Fiemt destaca que a renúncia fiscal feita para atrair empresas acaba se tornando um investimento público, que de forma indireta gera frentes de trabalho, qualificação e renda.
HISTÓRICO – A geração de novas frentes de trabalho com carteira assinada fechou negativa no ano de 2005. O volume de demissões superou as contratações e o Estado encerrou o ano com -5,77 mil vagas. Em 2007 foram ofertadas 24,55 mil novas vagas, 2008 ofertou 22,89 mil e no ano passado, 23,23 mil. Em relação às admissões, o recorde até então pertencia a 2008, quando de janeiro a dezembro foram contratados mais de 311,56 mil trabalhadores. Em 2009 houve retração, com admissões de 307,44 mil e agora em 2010, quando os onze meses do ano já revelam números jamais vistos nesta década.
BRASIL – O ministério registra a criação de 138.247 empregos formais no mês de novembro. Isso equivale a expansão de 0,39% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano foram criados 2.544.457 empregos formais. Segundo o Caged, é um desempenho inédito do mercado de trabalho em sua série histórica. Com esse desempenho, a meta de 2,5 milhões de empregos, no ano, foi atingida.
Os números são resultado da expansão generalizada de empregos nos 25 subsetores de atividade econômica, com 17 deles apresentando saldos recordes e cinco o segundo melhor desempenho da história. O resultado beneficiou também todas as regiões do país, com quatro delas revelando aumentos recordes de empregos e uma registrando a segunda maior geração de postos de trabalho no ano.