Fraude digital – A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (07), a Operação Riga para investigar um grupo suspeito de promover invasões cibernéticas e fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A ação ocorreu em diferentes endereços no Distrito Federal, em Brasília. Até o momento, o INSS não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de acesso indevido aos sistemas da autarquia. As investigações tiveram início após a identificação de acessos considerados suspeitos na rede interna do instituto, levantando a possibilidade de comprometimento de dados e credenciais.
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De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, há indícios de que os investigados tenham se aproveitado de suas posições para executar as fraudes, o que sugere possível envolvimento de servidores públicos. No entanto, essa hipótese ainda não foi confirmada, e os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Segundo a CNN Brasil, o grupo teria instalado equipamentos de forma clandestina dentro de agências do INSS. Com isso, os criminosos conseguiam acessar remotamente os computadores, utilizando recursos técnicos avançados para realizar as ações fraudulentas.
Possível impacto e histórico de ataques
Até o momento, não há confirmação de vazamento de dados públicos. Ainda assim, os acessos indevidos ao sistema permitiriam a realização de operações como reativação de benefícios suspensos, alteração de titularidade e liberação de empréstimos consignados sem autorização.
Com essas informações, os criminosos poderiam ter acesso a dados sensíveis de beneficiários, facilitando a aplicação de golpes. Dados do Governo Federal indicam que cerca de 40 milhões de pessoas recebem benefícios do INSS, incluindo aposentados e pensionistas.
Casos envolvendo ataques ao instituto não são inéditos. Em 2025, um cibercriminoso afirmou ter vazado dados de 39 milhões de brasileiros na internet. Mais recentemente, um aplicativo falso vinculado ao órgão foi utilizado para disseminar um vírus capaz de desviar transferências bancárias. Não há confirmação de ligação entre os episódios, mas o software malicioso citado também teria capacidade de minerar criptomoedas e monitorar usuários.
Os investigados poderão responder por crimes como invasão de dispositivo informático, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações. Caso condenados, as penas podem variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, podendo ser ampliadas em situações que envolvam associação criminosa e estelionato previdenciário.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)












