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1. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em 2010, o contingente de desempregados no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.620 mil pessoas, 418 mil a menos do que em 2009. A taxa de desemprego total diminuiu, ao passar de 14,0%, em 2009, para 11,9%, no ano em análise, resultado da redução das taxas de desemprego aberto (de 9,7% para 8,5%) e oculto (de 4,3% para 3,4%). A taxa de participação pouco variou (de 60,7% para 60,6%) no período em análise.
2. Em 2010, foram geradas 765 mil ocupações, número muito superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (347 mil), o que resultou na saída de 418 mil pessoas da situação de desemprego. O total de ocupados nessas regiões foi estimado em 19.432 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 22.052 mil.
3. A taxa de desemprego total retraiu-se em todas as regiões pesquisadas, em especial em Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza.
4. Entre 2009 e 2010, o nível de ocupação no conjunto das regiões cresceu 4,1%, desempenho positivo observado em todas as regiões pesquisadas: Recife (7,1%), Salvador (5,9%), Fortaleza (5,5%), Distrito Federal (4,2%), São Paulo (4,1%), Porto Alegre (3,4%) e, em menor proporção, Belo Horizonte (0,6%).
5. Por setor de atividade, destaca-se que:
• nos Serviços foram criados 375 mil postos de trabalho, o que representou crescimento de
3,7% no conjunto das regiões. Os melhores desempenhos relativos ocorreram em Recife (8,8%), Salvador (5,4%), Distrito Federal (4,3%) e São Paulo (3,9%). Apenas em Belo Horizonte observou-se pequena retração (0,5%);
• houve ampliação de 191 mil postos de trabalho na Indústria no conjunto das regiões (variação de 6,8%). Apresentaram expansão acima da média metropolitana Recife (9,8%), Fortaleza (8,9%), Distrito Federal (8,9%) e São Paulo (7,0%, com a geração de 114 mil ocupações);
• o Comércio gerou 132 mil postos de trabalho em 2010, equivalente a crescimento de 4,3% em relação a 2009. Tal desempenho positivo ocorreu em todas as regiões, com destaque para
Fortaleza (7,4%), Salvador (6,2%) e Recife (4,8%);
• a Construção Civil apresentou o maior crescimento relativo no conjunto das regiões (8,2%, com criação de 95 mil ocupações). Esse desempenho positivo também foi regionalmente generalizado, com destaque para Fortaleza (25,8%), Salvador (16,3%), Distrito Federal (13,6%) e Porto Alegre (12,1%). Cresceram abaixo da média metropolitana São Paulo (3,9%) e Belo Horizonte (3,5%);
• apenas o agregado Outros Setores reduziu seu nível de ocupação (1,7%, ou eliminação de 28 mil ocupações), movimento observado em quase todas as regiões, com exceção de Salvador, onde esse contingente aumentou (2,3%).
6. Segundo posição ocupacional, o crescimento do assalariamento total (6,4%) refletiu a expansão do emprego nos segmentos privado (6,9%) e público (4,3%). O desempenho do primeiro se deu pela maior contratação de assalariados com carteira de trabalho assinada (8,7%), uma vez que se retraiu o emprego sem carteira assinada (0,8%). Também diminuíram os contingentes de empregados domésticos (4,5%) e, em menor medida, de autônomos (0,6%), mas aumentou o dos classificados nas demais posições ocupacionais (4,2%).
7. O assalariamento no setor privado cresceu em todas as regiões pesquisadas, especialmente em Recife (12,8%) e Salvador (9,9%), refletindo a expansão generalizada das contratações com carteira de trabalho assinada.
A redução dos empregos sem carteira de trabalho assinada foi mais intensa em Belo Horizonte (15,2%) e Fortaleza (2,4%), mas cresceu no Distrito Federal (3,1%), Recife (2,8%) e Porto Alegre (2,6%). O emprego no setor público aumentou em quase todas as regiões, com destaque para São Paulo (6,9%) e Recife (6,8%), tendo diminuído apenas em Fortaleza (2,2%). Em sentido contrário, o número de trabalhadores autônomos diminuiu em praticamente todas as regiões, em especial no Distrito Federal (5,7%) e Belo Horizonte (4,3%), com a única exceção de Fortaleza, onde cresceu 6,2%. O contingente de empregados domésticos também se retraiu em todas as regiões, sendo Recife a exceção, onde cresceu ligeiramente (0,8%).
8. Em 2010, no conjunto das regiões pesquisadas, aumentaram os rendimentos médios reais de ocupados (4,4%) e de sua parcela assalariada (2,3%). Seus valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.326 e R$ 1.384, respectivamente.
9. Entre as regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados aumentou em Recife (11,9%, passando a valer R$ 887), São Paulo (5,0%, R$ 1.422), Salvador (4,8%, R$ 1.082), Belo Horizonte (4,5%, R$ 1.360), Porto Alegre (4,1%, R$ 1.340) e, em menor medida, no Distrito Federal (1,0%, R$ 1.990) e Fortaleza (0,8%, R$ 849).
10. Entre 2009 e 2010, no conjunto das regiões pesquisadas, as massas de rendimentos reais de ocupados e assalariados cresceram 8,4% e 8,6%, respectivamente, em ambos os casos, como resultado de aumentos do nível de emprego e do rendimento médio real.

Fonte: Dieese

Autor: Assessoria de Comunicação

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