É com grande preocupação que trazemos essas informações a você, trabalhador da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), sobre ações adotadas pela diretoria da empresa. Temos observado que a diretoria repassa ao Conselho Deliberativo a responsabilidade das decisões como justificativa ao impedimento para a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todas as carreiras, a ainda alega que não pode conceder aumentos sem aprovação do Conselho.
No entanto, chegou ao nosso conhecimento a existência de uma folha de pagamento paralela na empresa, garantindo a toda a diretoria da MTI uma verba indenizatória mensal, que varia entre aproximadamente R$ 8.000,00 a 12.000,00, entre diretores e presidência. Essa verba, que está fora da folha oficial (que inclui salários, gratificações por cargo e adicionais), ainda soma os “jetons” e diárias. Diferentemente dos salários e comissões oficiais, essas verbas são recebidas livres de desconto.
Enquanto a gestão recebe essas generosas remunerações, o presidente propõe que os funcionários trabalhem para ganhar pontos, os quais podem ser trocados por mochilas e outros brindes. Essa postura, diante das disparidades salariais existentes, demonstra uma falta de respeito e consideração pelas reais necessidades dos trabalhadores. É inadmissível que em meio a tantas injustiças, a solução apresentada seja a troca de esforços por brindes simbólicos, desvalorizando ainda mais os profissionais.
Além disso, a falta de transparência tem se tornado uma característica marcante desta gestão. Todas as parcerias firmadas pela MTI são mantidas em sigilo, e os contratos com parceiros não são disponibilizados para análise. Os trabalhadores que operam essas parcerias têm que trabalhar às cegas sem saber qual é o seu papel e o do parceiro, sem fazer questionamentos por medo de sofrerem represálias. Durante as apresentações de resultados, os funcionários não têm a oportunidade de se manifestar ou questionar, por exemplo, sobre os lucros que vão para MTI, fruto dessas parcerias. Essa ausência de clareza impede que os trabalhadores compreendam plenamente o impacto dessas ações na empresa e em suas próprias carreiras.
Tais práticas revelam uma gestão que prioriza interesses pessoais em detrimento das necessidades e demandas legítimas dos trabalhadores que representa. A criação de uma folha de pagamento paralela, somada à falta de transparência nos contratos e à desvalorização dos profissionais, não apenas contraria os princípios de equidade e justiça, mas também explica a ausência de esforços dessas lideranças em prol do PCCS, que visa justamente a valorização e o reconhecimento dos nossos profissionais, promovendo justiça através de equiparações nas remunerações.
Diante dessa situação, o sindicato não pode ficar omisso e reafirma seu compromisso em observar atentamente as práticas adotadas pela diretoria da MTI. Se preciso, iremos tomar todas as medidas necessárias para garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados e que a gestão atue de forma ética e transparente. Continuaremos monitorando de perto as ações da administração e atuaremos firmemente em defesa dos interesses de nossos membros.
É bom lembrar aos diretores que a empresa Mato Grossense de Tecnologia da informação pertence ao cidadão do Estado de Mato Grosso.
Contamos com a união e o apoio de todos para fortalecer nossa luta pelos direitos e pelo reconhecimento que merecemos.