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Ao anunciar o corte de R$ 50 bilhões nas despesas orçamentárias de 2011, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou também que o governo passa a trabalhar com variação real de 5% do Produto Interno (PIB) no ano, ao invés dos 5,5% previstos na lei aprovada pelo Congresso.
Em termos nominais, o PIB com alta de 5% ficaria em R$ 4,056 trilhões, ou cerca de US$ 2,5 trilhões, segundo ele. Ele prevê que o setor público consolidado vai economizar R$ 117,9 bilhões para pagamento de juros da dívida, a meta estipulada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2011.
Mantega disse que o objetivo do governo é reduzir gastos de custeio e exigir eficiência da máquina pública, fazer mais com menos.
 
Dos R$ 769,9 bilhões em despesas totais aprovadas pelos parlamentares, como contingenciamento ficam reduzidas para R$ 719 bilhões. As receitas, previstas em R$ 819 bilhões, foram revistas para R$ 801,7 bilhões.
 
Mantega reiterou que o objetivo é garantir o crescimento sustentado, com aumento dos investimentos público e privado.
 
 “Vamos continuar dando estímulos ao investimento, também para abrir caminho para a queda do juro”, disse ele, ponderando que não há espaço para o Banco Central cortar os juros, no momento.
“A queda dos juros se dará, não necessariamente agora, com a inflação nesse patamar, mas quando puder, o Banco Central reduzirá”, disse o ministro.
 
Ele disse ainda que a adequação aos cortes exigirá “esforço e sacrifício dos ministérios.”

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