No acumulado da série 1995-2008, Mato Grosso, com taxa de 128,4%, foi o estado que mais cresceu em termos reais, quase três vezes o crescimento médio nacional (47%). Observando os períodos 1995-2002 e 2002-2008, apenas no segundo o estado, com taxa de 46%, foi superado pelo Tocantins, que obteve a maior taxa de crescimento, 47%.
Entre 2002 e 2008, Mato Grosso sofreu com a queda de 4,6% em volume do PIB na passagem de 2005 para 2006, influenciado pela queda em volume de 17,9% da atividade de agropecuária, já que esta atividade representava 32% de sua economia em 2005. A queda foi causada pelo excesso de chuvas, que prejudicou suas principais culturas, além do aparecimento da chamada ferrugem asiática, que acabou por provocar a recomendação do vazio sanitário no cultivo de soja – manter por 90 dias a ausência total de plantas vivas da cultura. A desvalorização cambial também agravou a perda de valor adicionado, já que 60% da produção do estado destinava-se às culturas voltadas para exportação (soja, algodão e trigo). Nos anos seguintes, a agropecuária se recuperou e o estado fechou os anos de 2007 e 2008 com expansão real de 11,3% em 2007 e de 7,9% em 2008.
O segundo colocado na série 1995-2008, Amazonas, cresceu 104,9%, cerca de 82% do crescimento de Mato Grosso. O estado tem em média 30% de sua economia ancorada na indústria de transformação e, ao longo da série, a atividade cresceu 86% em termos reais entre 1995-2002 e 50,3% entre 2002-2008, totalizando um crescimento de 174,9%.
 

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