O governador Silval Barbosa (PMDB) anunciou ontem, em entrevista coletiva, que já articula mudanças para o próximo mandato à frente da chefia do Poder Executivo. O peemedebista assegura participação dos onze partidos que compunham a coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar” (PMDB, PR, PT, PP, PC do B, PRB, PHS, PRP, PTC, PTN e PSC), entretanto adiantou que não há garantia de secretarias a nenhuma legenda. A tendência é de que Silval faça uma completa renovação no staff. Sem “terrorismo”, ele garante que a transição só será feita em janeiro de 2011. “Não prometi cargo para nenhum partido, mas entendo que tenho o compromisso de fazer uma composição suprapartidária. Quem ajuda a ganhar, ajuda a governar”, frisou Silval Barbosa. Ele recebeu a imprensa, acompanhado do eleito vice-governador Chico Daltro (PP) e dos secretários Éder Moraes, Diógenes Curado e Vanice Marques.
O chefe do Executivo promete manter a política adotada pelo ex-governador Blairo Maggi (PR) que prioriza o perfil técnico em detrimento do político para a escolha do secretariado. “Todo secretário deve corresponder ao que a secretaria que irá chefiar requer. Vamos exigir muita qualidade técnica para construir uma gestão moderna, ágil e competente”, analisou o peemedebista. Nenhum dos secretários que atualmente chefiam as pastas recebeu garantia de permanência no cargo a partir do ano que vem.
Silval começa a se reunir nesta semana com os partidos de sustentação do governo para começar a fazer definições. O governador reeleito aproveitou para anunciar mudanças na estrutura de secretarias estaduais. Para atender a proposta de integração dos municípios, o governo irá instituir a Secretaria das Cidades, que irá aproveitar a estrutura do MT Regional.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será desmembrada em duas pastas. A última mudança deve acontecer na Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), que passará a se chamar Secretaria de Agricultura Familiar e Irrigação.
Após se reunir com os secretários estaduais, Silval reforçou que o governo irá fechar o quadriênio 2007/2010 com equilíbrio fiscal. Como ex-coordenador do núcleo sistêmico, ele reafirmou o anúncio do secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes, de que será necessário corte de gastos até dezembro. Os cargos comissionados devem sofrer corte para que os aprovados no concurso público sejam convocados a assumir suas funções. Mas, de acordo com o peemedebista, o Estado estima receber, antes do fechamento do ano, repasses do governo federal na ordem de R$ 200 milhões que asseguram superávit nas finanças.
Silval reiterou os compromissos firmados no período eleitoral com os setores de saúde, segurança e educação.
Aprovado nas urnas com 51,21% dos votos, Silval Barbosa disse ainda que pretende trabalhar ajudando os prefeitos sem distinção partidária, para alcançar aprovação da outra parcela da população que votou em seus adversários Mauro Mendes (PSB), Wilson santos (PSDB) e Marcos Magno (Psol).
Fonte DC
Fonte/Foto sindpd-MT